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Glossário técnico

Termos e conceitos técnicos de máquinas pesadas explicados de forma objetiva. Use a busca ou navegue pelo índice alfabético.

A

Alternador

Alternador é uma equipamento que transforma energia mecânica em energia elétrica. É utilizado em diversas áreas, desde geradores de energia portáteis, em automóveis, equipamentos industriais e até nas usinas hidrelétricas.

Os alternadores que equipam as máquinas de terraplagem possuem um retificador e um regulador de tensão. É acionado pela correia do motor e operam com tensão contínua de 24 a 28,5 volts. Sua função principal é carregar as baterias e alimentar todos os componentes que consomem energia elétrica através da corrente gerada quando o motor do equipamento está em funcionamento.

O alternador é utilizado por todos os equipamentos que utilizam motor à combustão interna.

Auto Down Shift

Sistema que reduz automaticamente a velocidade de translação alta para baixa quando a máquina necessita de mais torque durante o deslocamento.

Com este sistema o operador necessita apenas se concentrar no movimento dos implementos e a velocidade é ajustada automaticamente, proporcionando conforto de operação, torque e velocidades adequados em qualquer tipo de terreno.

Equipamentos que utilizam esta tecnologia: Escavadeiras Hidráulicas

Auto Idle

O Auto Idle tem a finalidade de reduzir automaticamente a rotação do motor até a marcha lenta quando não há acionamento dos comandos hidráulicos por mais de 5 segundos (em média, este tempo pode ser configurado em cada equipamento).

No exemplo acima o botão número 7 tem a função de acionar ou desativar a função de AutoIdle, também conhecida como Autodesaceleração ou desaceleração automática.

Equipamentos que utilizam esta tecnologia: Escavadeiras Hidráulicas e alguns equipamentos com motor eletrônico, como pás carregadeiras e motoniveladoras.

Auxiliar Hidráulico

O auxiliar hidráulico é uma linha hidráulica extra que permite ao usuário utilizar acessórios que necessitam de fluxo hidráulico adicional para funcionamento, como por exemplo martelo hidráulico.

Esta linha hidráulica adicional é instalada normalmente é instalada pelo fabricante do equipamento e possui todos os componentes hidráulicos adequados para o acoplamento de um acessório evitando adaptações da máquina em campo.

Em alguns equipamentos como SKID (minicarregadeiras) o auxiliar hidráulico pode estar equipado com tomadas hidráulicas de acoplamento rápido. Isto permite a troca dos implementos com maior rapidez.

B

Bateria

A bateria é um acumulador Chumbo-Ácido capaz de transformar energia química em energia elétrica e vice-versa, em reações quase completamente reversíveis, destinada a armazenar, sob forma de energia química, a energia elétrica que lhe tenha sido fornecida e restituí-la em condições determinadas. Utiliza materiais ativos nas reações químicas, que são o chumbo (nas placas) e o eletrólito, que é uma solução de ácido sulfúrico.

As placas são designadas pelo sinal ( + ) e ( - ), ou sejam placas positivas e placas negativas respectivamente. 

1.1 - ELEMENTO ou VASO: É um acumulador, um conjunto de duas ou mais placas de polaridades opostas, isoladas entre si e banhadas pelo mesmo eletrólito, num mesmo recipiente.

1.2 - BATERIA: É o conjunto de elementos (vasos) interligados em série ou paralelo. Uma bateria automotiva é composta por 6 vasos internos ligados em série.

De acordo com sua utilização existem:

Acumuladores ESTACIONÁRIOS (ciclo profundo)

Acumuladores TRACIONÁRIOS

Acumuladores de ARRANQUE 

As baterias automotivas são baterias de ARRANQUE. Tanto a bateria de Arranque quanto a Estacionária (também chamada de Bateria de Ciclo Profundo) são baterias de ácido-chumbo, que usam exatamente a mesma química para sua operação. A diferença está na maneira como as baterias otimizam seu projeto. 

A bateria automotiva foi projetada para oferecer grande quantidade de corrente por um curto período de tempo, necessário somente para dar partida no carro. Depois que o motor está ligado, o alternador oferece toda a energia que o carro precisa e, com isso, uma bateria de carro pode passar todo o seu tempo de duração sem ter usado mais de 20% de sua capacidade total. Usada dessa maneira, uma bateria de carro pode durar vários anos, geralmente 2 anos. Para obter uma grande quantidade de corrente, uma bateria de carro usa placas finas para aumentar sua área de superfície. Toda vez que uma bateria automotiva é descarregada, diminui sua vida útil.

De acordo com suas características elétricas: 

- Acumuladores de resistência interna normal

- Acumuladores de resistência interna baixa

- Acumuladores de resistência interna muito baixa (baterias de alta performance)

1.3 - ESTRUTURA DAS BATERIAS

- Placas : Positivas e Negativas

- Separadores (entre cada placa positiva e negativa de um vaso)

- Eletrólito (Solução da bateria)

- Recipiente (Caixa que contém a estrutura da bateria, separada em 6 vasos nas - baterias de 12V)

- Conexões (Interligam as placas em série)

- Suportes (seguram as placas e conexões)

2 - CARACTERÍSTICA DOS ACUMULADORES

2.1 - Tensão (volts): Depende somente das propriedades físicas e químicas dos materiais ativos, e independente da quantidade de matéria ativa presente. A tensão de uma bateria é equivalente à soma da tensão dos vasos presentes nela (6 vasos, no caso das baterias de 12V automotivas).

2.2 - Resistência interna (ohm): Influi na corrente fornecida pelo acumulador e na tensão. A resistência interna depende dos terminais, das ligações dos bornes, do material ativo, dos separadores, do eletrólito, bem como da resistência de contato do material ativo com o eletrólito.

2.3 - Capacidade (A/h): Pode ser expressa em ampére-hora ou watts-hora, sendo universalmente adotado a unidade de ampére-hora (A/h), que podemos simplificar dizendo que é a quantidade de corrente que pode ser consumida num período de 1 hora, até que ela atinja uma tensão de 9.6V (cerca de 20% abaixo da tensão nominal de uma bateria de 12 Volts). 

Qual é a capacidade da minha bateria?

Ex: Uma bateria de 45 A/h, consegue fornecer 45A durante uma hora até que a tensão atinja 9.6Volts.

Ex: Se exigirmos 10A da bateria, e ele demorar 4 horas para chegar na tensão de 9,6Volts, indica que a bateria tem 10A*4h = 40Ah de capacidade.

Esta mesma bateria, se exigirmos 40A, vai durar apenas uma hora para que atinja 9,6 Volts. Se exigirmos 80A, vai durar apenas meia hora.

2.4 - RC (Capacidade de Reserva ou Reserva Capacidade) (A): o número de minutos que a bateria pode fornecer 25 amperes até atingir uma tensão final de 10,5 V a 27 o C. 

Ex: Se uma bateria tem Capacidade de Reserva de 120 minutos. Indica que pode fornecer 25A por 120 minutos até atingir a tensão de 10,5 Volts.

2.5 - Habilidade de Descarga (ou corrente de partida): É a habilidade da bateria fornecer uma determinada corrente sem uma queda de tensão apreciável, que também pode ser definida como a corrente em amperes que o acumulador pode fornecer partindo dele completamente carregado até a queda de tensão, num regime de descarga de 1 segundo. Serve para analisarmos a corrente de partida de um carro.

2.6 - CCA (bateria de partida a frio) (A): O número de ampéres que a bateria pode produzir (a 0º C) durante 30 segundos. 

Existem variações na medição deste valor, existe a norma SAE (-18º C) e DIN (+25º C) onde basicamente muda a temperatura de medição do valor CCA, o primeiro é medido a -18 graus Celcius enquanto que o segundo é medido a 25 graus Celcius.

Ex: bateria CRAL CS70 Ah , 440A ( SAE -18º) e 650A ( DIN 25º) . Note que o último valor é bem acima da primeira, portanto, preste atenção ao comparar o valor CCA de um fabricante com o valor CCA de outro fabricante, eles podem ter medido em temperaturas diferente.

Em geral, uma bateria estacionária terá duas ou três vezes a Capacidade de Reserva (RC) de uma bateria de carro (de arranque), mas fornecerá apenas metade ou três quartos dos CCAs. Além disso, uma bateria de ciclo profundo pode suportar centenas de ciclos de descarga e recarga, enquanto uma bateria de carro não foi projetada para ser totalmente descarregada. 

3 - REGIMES DE CARGA

1 - Carga com corrente constante (conhecido como "carga lenta"); 

2 - Carga com tensão constante (conhecido como "carga rápida");

3 - Carga com tensão constante modificada;

4 - Carga de compensação (flutuação);

5 - Carga de equalização;

Em um automóvel ou máquina, o sistema de carga utilizado é a carga de compensação (ou regime de flutuação). 

A melhor carga é a carga lenta. A corrente de carga deverá ser no máximo 10% da capacidade nominal da bateria. Por exemplo, para uma bateria de 75Ah, a corrente de carga deve ser de no máximo 7,5A. A tensão de carga não deverá ultrapassar 15 Volts e a temperatura deverá ser monitorada para que o eletrólito não ferva. 

4 - PRINCIPAIS DEFEITOS QUE OCORREM NAS BATERIAS

Uma bateria apresenta redução de sua capacidade com o passar do tempo. Essa redução é ocasionada por alterações em sua estrutura física ou química, que podem ser causadas pelo uso normal, ou por eventos que causam danos rápidos às baterias, como o curto-circuito, descargas excessivas (uma bateria automotiva deve ser descarregada até 20% de sua tensão nominal, no máximo), cargas fora das especificações, baixa concentração de ácido, entre outros. Os principais defeitos que surgem nas baterias e causam queda na performance são os seguintes: 

4.1 - Acumuladores Atrasados

Todos os acumuladores de uma bateria devem trabalhar igualmente. Se um acumulador se descarrega mais rapidamente que os demais, a eficiência da bateria é determinada pelo pior acumulador.

4.2 - Sulfatação das Placas

No processo de descarga de um acumulador se forma o sulfato de chumbo nas placas positivas e negativas. Este é um fenômeno natural da descarga. Durante a carga do acumulador, o sulfato se converte facilmente em matéria ativa. A sulfatação das placas estará com defeito quando as placas descarregadas não se carregam mais quando passa uma corrente por elas.

4.3 - Curto-Circuito interno

Os curto-circuitos internos podem ocorrer por vários motivos: por deteriorização de um ou vários separadores entre as placas positivas e negativas; por sedimentação de materiais no fundo dos recipientes ou por formação de acúmulo de material na face da placa de chumbo. 

4.4 - Corrosão da Grade das Placas Positivas

Durante a carga de um acumulador, o sulfato de chumbo formado no material da grade (um dos componentes da placa), se transforma em peróxido de chumbo. Este processo de formação reduz o tempo de vida do acumulador. A perda prematura da placa ocorre quando, entre o peróxido de chumbo e a grade de chumbo existe grandes espaços cheios de eletrólito.

4.5 - Crescimento e Dobramento das Placas Positivas

A inobservância das regras, fornecidas pelos fabricantes, para utilização, processo de carga e descarga, causa e mudança das dimensões das placas positivas bem como sua curvatura perdendo eficiência da bateria. 

4.6 - Perda do Material Ativo

Este fenômeno é uma das causas da prematura inutilidade da bateria. Consiste principalmente do desprendimento do peróxido de chumbo das grades em forma de finos cristais ou grãos, cujas dimensões alcançam até 0,1 micron.

4.7 - Impurezas no eletrólito

A impurificação do eletrólito com agentes estranhos, principalmente sais metálicos e substância orgânicas, aumenta em grau considerável a corrosão das grades. As medidas para evitar este fenômeno são simples e se reduzem utilizando ácido sulfúrico puro para acumuladores e água destilada na preparação do eletrólito. Algumas impurezas são mais nocivas tais como o cloro (presente na água da torneira), o ferro e os óxidos de nitrogênio. Por isso que não devemos utilizar água de torneira para completar o nível da bateria.

Bomba de engrenagens

Uma bomba hidráulica é o componente de um circuito hidráulico responsável por converter energia mecânica em energia hidráulica.

A bomba de engrenagem consiste basicamente de uma carcaça com orifícios de entrada e de saída que possui um mecanismo de bombeamento do fluido composto por duas engrenagens.

Durante o seu funcionamento o espaço existente entre os dentes das engrenagens gera um fluxo constante. O fluxo hidráulico gerado por este tipo de bomba é constante.

Pode ser utilizada em diversos circuitos hidráulicos com baixo custo de operação e manutenção.

Bomba de fluxo variável

A bomba de pistões axiais possui uma série de pistões dispostos em uma placa circular e inclinada posicionada dentro de um alojamento, chamado rotor.

Este conjunto de pistões gira sobre um eixo que faz com que os pistões bombeiem o fluxo para fora do corpo da bomba.

Para alterar a vazão hidráulica basta alterar a inclinação da placa onde estão fixados os pistões.

Este tipo de bomba é utilizada em equipamentos que possuem um sistema hidráulico que necessita de variação da vazão hidráulica durante a sua operação.

Bomba injetora

Bomba Injetora é um sub-sistema de alimentação dos motores diesel. Este sistema é responsável pelo bombeamento de óleo diesel em alta pressão para dentro da câmara de combustão dos cilindros do motor.

Bomba injetora para motores diesel, refere-se a num sistema de bombeamento mecânico a pistões que funciona imerso e lubrificado no próprio óleo combustível evitando assim grandes ajustes nos pequenos pistões. O sistema é dimensionado para fornecer alta pressão de (Hoje chega-se a mais de 2000 Bar ) na agulha do bico (Firad) e assim vencer a contrapressão do ar no interior do cilindro já comprimido. Essa operação que acontece no momento da compressão e exato instante que o êmbolo do pistão encontra-se 6º antes do ponto morto superior, uma quantidade predeterminada de combustível é pulverizado. Na realidade, são as molas que pressionam as válvulas fechadas que cedem “sob pressão” e liberam a passagem do óleo, retido no bico injetor; este entra atomizado na câmara e reage com o oxigênio comprimido.

Vantagens:

  • um comportamento mais desportivo para o motor diesel
  • arranque instantâneo
  • muito baixo consumo, mesmo comparado com o common-rail

Desvantagens:

  • menor rendimento que o sistema common-rail
  • maior ruído de funcionamento
  • mais poluente que os common-rail

Bomba Injetora pode ser bomba injetora em linha, ou bomba injetora rotativa:

  • Bomba injetora em linha - destina-se a enviar o gasóleo sob pressão para cada um dos injectores em quantidades perfeitamente reguladas conforme a aceleração do motor e no momento mais conveniente para o seu bom funcionamento. A bomba injetora é construída por: corpo da bomba com cárter, janela de visita e coletor de alimentação. No cárter está o veio de excêntricos (da bomba injetora, que não é o veio de excêntricos do motor), a bomba de alimentação e os impulsores. Na janela de visita está a régua cremalheira e os elementos de bomba que são constituídos por cilindro, êmbolo e camisa com setor dentado. No coletor de alimentação estão as válvulas de retenção e no extremo da régua cremalheira está o regulador automático de velocidade.
  • Bombas de injeção rotativas - permite um rápido funcionamento e dimensões inferiores às bombas de injeção em linha, são geralmente utilizadas nos motores Diesel de baixa potência específica e para automóveis, que são aplicações com baixa solicitação de uso, pois as bombas injetoras rotativas possuem capacidade volumetrica de injeção menor que as bombas em linha. A distribuição do combustível efetua-se a partir de êmbolos de movimento alternado que distribuem o combustível para cada um dos injetores do motor através de um distribuidor. Durante o funcionamento, todas as suas peças são lubrificadas pelo próprio combustível que segue para os injetores, não necessitando de qualquer sistema de lubrificação suplementar. A distribuição do combustível é feita pela deslocação dos dois êmbolos opostos, situados numa sede disposta transversalmente no interior do elemento fixo que é a cabeça hidráulica. Este conjunto do rotor e a cabeça hidráulica constituem o distribuidor da bomba. Os êmbolos opostos são acionados pelos excêntricos que estão no alojamento do corpo onde se movimenta o rotor. normalmente no alojamento do corpo da bomba existe o número de excêntricos igual ao número de cilindros do motor. Quando no movimento do rotor os êmbolos opostos são acionados pelos excêntricos, enviam o combustível sob alta pressão para os canais que fazem parte do distribuidor que coincidem nos intervalos bem definidos com orifícios existentes na cabeça hidráulica para alimentar cada um dos injetores.

Os êmbolos opostos são acionados pelos excêntricos que estão no alojamento do corpo onde se movimenta o rotor. normalmente no alojamento do corpo da bomba existe o número de excêntricos igual ao número de cilindros do motor. Quando no movimento do rotor os êmbolos opostos são acionados pelos excêntricos, enviam o combustível sob alta pressão para os canais que fazem parte do distribuidor que coincidem nos intervalos bem definidos com orifícios existentes na cabeça hidráulica para alimentar cada um dos injetores.

C

Capacidade de levantamento

Capacidade de levantamento é a massa que uma escavadeira consegue levantar em uma determinada condição.

A capacidade de levantamento pode ser limitada pela capacidade hidráulica ou pela estabilidade, ou seja, quanto a máquina consegue levantar sem tombar. 

Para determinar a capacidade deve-se considerar a distân- cia do centro de giro da máquina (A) até a caçamba e a altura que a carga se encontra do solo (B). 

Quanto mais distante do centro de giro e mais alto em relação ao solo, menor o valor da carga. Este valor também é menor quando a carga está posicionada a 90° em relação ao chassi das esteiras ou com a máquina inclinada.

Carga de operação

Carga de operação é o peso máximo de material que a máquina pode carregar.

Em pás carregadeiras, esta carga não pode exceder a 50% do valor da carga de tombamento com a máquina à máxima articulação.

O valor da carga de operação afeta diretamente o dimensiona oferecido pela caçamba e da densidade do material a ser carregado em função do tipo de material a ser carregado.

Carga de tombamento

Carga de tombamento e a carga máxima que uma máquina consegue levantar até que os pneus traseiros deixem de tocar o solo. Para medir este valor a caçamba tem que estar em posição de transporte enquanto o material é adicionado até que - te retirando os pneus traseiros do solo. 

As pás carregadeiras possuem dois valores para carga de tombamento: carga de tombamento com os chassis alinhados (reta) e outro com ela à máxima articulação dos chassis (articulada).

Cinematismo radial

Geometria do braço de levantamento onde o seu movimento descreve um círculo. Isto faz com que o alcance de descarga varie ao longo da altura do braço, atingindo seu valor máximo na metade da altura total de levantamento. As minicarregadeiras equipadas com braços de cinematismo radial são ideais para utilização de acessórios que necessitam de maior alcance de trabalho, como por exemplo garfo pallet.

Cinematismo vertical

Geometria do braço que permite movimento em linha reta durante o levantamento do implemento.

Uma Skid com braço com cinematismo vertical indica que o alcance de descarga da máquina é o mesmo independente da altura de elevação do braço. 

Máquinas com este tipo de cinematismo são utilizadas para carregamento de materiais que necessitem de paralelismo durante as operações de levantamento e abaixamento.

Common Rail

Common Rail é o sistema de alimentação de combustível dos motores de comando eletrônico. Composto por uma bomba que fornece o combustível a alta pressão até um tubo comum a todos os cilindros. A injeção de combustível na câmara de combustão é feita através de eletroinjetores que possuem o comando de abertura controlados por uma central eletrônica para se obter a melhor queima da mistura. Este sistema oferece maior economia de combustível e menor emissão de gases poluentes.

Conversor de torque

O conversor de torque é um componente do trem de força da máquina que tem por finalidade fazer o acoplamento entre o motor e a transmissão utilizando fluido hidráulico.

Este elemento multiplica o torque do motor a baixas rotações fazendo com que a máquina tenha mais força para vencer uma resistência do solo durante a operação. Os principais componentes do conversor de torque são a bomba, a turbina e o estator, além do fluido hidráulico.

Cooling box

O Cooling Box é um sistema de refrigeração integrado que equipa algumas pás carregadeiras. Ele possui todos os radiadores posicionados em forma de caixa com o reservatório hidráulico posicionado no centro desta caixa. 

Possui uma única hélice de acionamento hidráulico, com reversão de rotação. Este conjunto está posicionado atrás da cabine do operador deslocando o motor para a extremidade da máquina, com isso ele passa ter uma função de contrapeso melhorando o equilíbrio e diminuindo o próprio contrapeso. Além disto, facilita a limpeza de todo o sistema de refrigeração e a manutenção do motor.

D

DeClutch

O sistema DeClutch equipa as máquinas com transmissão que possuem conversor de torque e tem a finalidade de desacoplar a transmissão do motor quando o operador pisar no freio durante a operação, transferindo toda a potência do motor para o sistema hidráulico. Em algumas máquinas este sistema tem que ser habilitado pelo operador através de interruptor. Com ele ativado a máquina terá ciclos de trabalho mais rápidos com menor consumo de combustível e menor desgaste dos discos de freio.

Diferencial

O diferencial é um dispositivo mecânico que tem a função de dividir o torque entre os dois semi-eixos, produzindo uma compensação entre eles quando um deles sofre queda na rotação. 

Uma das principais atuações do diferencial é quando o equipamento faz uma curva, onde uma roda precisa girar mais do que a outra, ao mesmo tempo que mantém o torque igual en- tre elas. 

Alguns diferenciais possuem sistema de bloqueio total ou parcial para evitar que todo o torque seja transferido para a roda com maior aderência. Estes sistemas asseguram torque em qualquer tipo de terreno.

Diff Lock

Diff Lock é um sistema de bloqueio do diferencial. Este sistema trava o diferencial hidraulicamente tornando os dois semi-eixos em um eixo único rígido, fazendo com que as duas rodas girem simultaneamente dividindo o torque e eliminando o deslizamento. Este sistema só funciona após o operador aplicar um interruptor posicionado no painel de instrumentos, porém ele não pode ser acionado quando a máquina estiver realizando uma curva porque ele trava totalmente o diferencial fazendo com que as duas rodas girem igualmente, em uma curva o eixo irá sofrer uma torção.

Direct Drive

Direct Drive é um tipo de acoplamento motor/transmissão rígido que transmite o torque do motor diretamente para a transmissão. Ele proporciona velocidades constantes da máquina, sem “arrancos” e possui baixo nível de ruídos. Se durante a operação a máquina deparar com um obstáculo que consiga vencê-lo, o operador deverá aliviar o peso da carga no implemento para poder continuar a operação, caso não faça isso a rotação do motor irá atingir um limite antes de apagar.

Não existe multiplicação de torque neste tipo de acoplamento.

E

EGR

A EGR (Exhaust Gas Recirculation) é uma válvula localizada dentro da estrutura dos motores que atendem a norma Tier III. 

Ela é gerenciada eletronicamente e tem a finalidade de controlar a recirculação dos gases de escapamento retornando pequena parte para a admissão do motor. 

Com este pequeno percentual a temperatura de combustão do motor irá reduzir e consequentemente a formação/emissão do gás poluente NOx (óxido de nitrogênio) irá reduzir auxiliando para que o motor atenda a norma Tier III de emissão de gases tóxicos.

F

F.O.P.S.

F.O.P.S. significa Falling Objects Protective Structure (Estrutura de proteção contra queda de objetos).

Toda a cabine que possui uma certificação F.O.P.S. está protegida contra a queda de objetos sobre ela, ou seja, objetos pesados como pedras não afetam a integridade física do operador desde que ele esteja devidamente assentado e com o cinto de segurança.

Para obter esta certificação a construção da cabine deve seguir todos os parâmetros determinados em normas internacionais, como a ISO3449.

Fator Básico Material Rodante
Fator de reparação
Força de desagregação

É a máxima força vertical exercida a 100 mm (4 polegadas) aquém da borda cortante da caçamba, conseguida através da capacidade de levantamento do braço e/ou recolhimento da caçamba, nas seguintes condições:

A – transmissão em neutro

B – freios desaplicados

C – máquina não ancorada – borda cortante da caçamba paralela ao solo e distante não mais do que 25 mm (1 polegada) acima ou abaixo do nível do solo.

Força de tração na barra

É a capacidade que as máquinas tem de tracionar algum implemento ou outro equipamento utilizando a potência do motor. A força de tração é medida na parte traseira do equipamento e pode ser aplicada em uma barra de tração implementos como ripper, escarificador, grades de preparação do solo ou outros dispositivos.

H

Heavy Duty

O termo Heavy Duty (Serviço ou trabalho pesado) é dado a todo conjunto ou equipamento que possui a sua estrutura reforçada para aplicações severas. Uma caçamba HD, por exemplo, possui facas laterais adicionais, facas mais espessas, dentes mais robustos e as chapas com maior espessura, tornando-a mais pesada que a utilizada para aplicações gerais, porém com maior resistência para trabalhar com materiais mais abrasivos ou que necessitem de uma escavação severa. Os equipamentos HD são projetados para suportar condições extremas de operação sem desgastes prematuros, reduzindo assim o custo operacional.

High Flow

High Flow que fornece uma vazão maior do que a normalmente instalada na máquina. A máquina equipada com este opcional possui a bomba maior vazão hidráulica. Isto é necessário quando a máquina for operar com algum acessório que necessite de vazão hidráulica adicional, como a fresadora de asfalto que possui um motor hidráulico.

Este tipo de vazão é muito utilizada em máquinas como minicarregadeiras que possuem vários acessórios que necessitam de uma maior vazão hidráulica.

I

Intercooler

O Intercooler é um sistema de motores com turbocompressor que refrigera o ar que sai da turbina, antes dele entrar no sistema de admissão do motor. Quando o ar sai da turbina ele se aquece devido a troca de calor com a parte quente da mesma. Utilizando o Intercooler o ar se condensa aumentando a concentração de oxigênio que irá entrar na câmara de admissão do motor. Isso faz com que a massa de ar que será introduzido no cilindro aumente que consequentemente irá aumentar a potência e o torque do motor.

K

Kick Down

Este sistema equipa as pás carregadeiras que possuem transmissão automática. Ele consiste na redução de 2a marcha para 1a no momento que a máquina entra na pilha de material. A reversão em 2a também pode ser feita quando o interruptor de inversão de sentido é acionado. Com este sistema o tempo de ciclo pode ser reduzido pois o operador consegue mais agilidade e maior força para entrar na pilha de material.

L

Limited Slip

Limited Slip é um sistema de bloqueio parcial do diferencial. Em situações onde a aderência do solo é baixa, o sistema trava o diferencial parcialmente transferindo até 45% do torque da roda com livre para a roda que está com aderência no solo.

Este sistema funciona automaticamente sem a intervenção do operador. Por isso, o bloqueio pode atuar mesmo quando a máquina esteja fazendo curva pois não provocará torção dos semi-eixos.

Load sensing

Load Sensing (sensível à carga) é um tipo de sistema hidráulico que fornece vazão aos componentes de acionamento (cilindros) de acordo com o esforço requerido na operação. Para isso, o sistema controla a vazão do óleo reduzindo-a quando não há demanda e aumentando quando há demanda, gerando assim a força necessária para a realização da tarefa. O sistema Load Sensing proporciona economia de combustível pois a utilização da potência do motor é controlada em função do esforço demandado pela operação.

Lock-up

O Lock-up é um sistema usado para anular o funcionamento do conversor de torque em equipamentos que usam esse tipo de acoplamento motor/transmissão. Quando ativada, a trava transforma um acoplamento hidráulico em acoplamento direto (rígido). O Lock-Up é ativado de acordo com as condições de operação: a central eletrônica da transmissão faz a leitura de torque e rotação do motor acionando o dispositivo se ambas atingirem valores pré-definidos. Lock-Up normalmente é acionado no deslocamento onde não é necessário torque extra proporcionado pelo conversor de torque e a máquina movimenta em velocidade mais alta.

Long reach

Long Reach é a nomenclatura dada à versão de escavadeira que possui os braços para longo alcance (long reach). Esta versão deve ser utilizada em operações que necessita acesso à lugares mais distantes sem precisar de elevadas forças de escavação. A máquina com estes braços possui maior alcance e menor força, contrapesos adicionais, porém o mesmo comprimento de rodante. Esta versão é muito aplicada em limpeza de rios, alagados ou encostas.

N

Nivelamento automático da caçamba

O sistema de nivelamento automático é um dispositivo opcional usado em equipamentos de carregamento como minicarregadeiras, retroescavadeiras e pás carregadeiras para manter a carga nivelada em relação ao solo. Este sistema é acionado por interruptor e o operador deve aplicá-lo todas as vezes que necessitar que a carga seja elevada nivelada em relação ao solo, como por exemplo em aplicações utilizando garfo pallet.

P

Padrão ISO/H

Máquinas de escavação equipadas com joysticks de acionamento eletrohidráulicos, permitem ao operador escolher o modo de operação, podendo ser no padrão ISO ou no padrão H. No padrão ISO todo o comando de translação é realizado pelo joystick esquerdo e todo o comando dos movimentos do braço e da caçamba no joystick direito. No padrão H o movimento avante e ré é comandado pelos dois joysticks (para frente e para trás), o comando do braço é feito pelo joystick esquerdo e o da caçamba pelo direito. Para alterar o modo de operação deve-se acionar um interruptor no painel de instrumentos.

Período de depreciação
Power Boost

A função Power Boost altera a regulagem da válvula de alívio do sistema hidráulico aumentando a pressão hidráulica suportada pelo sistema em aproximadamente 10% e consequentemente aumentando a força de desagregação na caçamba na mesma proporção. Durante a operação de escavação ele fornece mais força para a máquina permitindo que ela vença alguma resistência encontrada. Esta função é habilitada pelo operador através de um interruptor no joystick. Em alguns equipamentos esta função é constante e em outros funciona em um determinado tempo de acionamento.

Power Shift

A transmissão Power Shift possui um eixo de entrada com duas embreagens, que atuam independentemente uma da outra. O acionamento das embreagens é comandado eletronicamente e hidraulicamente através do módulo de comando da transmissão ou manualmente, do mesmo modo que em uma transmissão automática. Funcionando manualmente, o condutor pode escolher as mudanças. As mudanças são pré selecionadas, ou seja, uma das embreagens assegura que a mudança atual esteja na posição correta, enquanto a outra embreagem à transmissão não sofra interrupção nas passagens de caixa, mantendo o torque do motor e reduzindo o consumo de combustível.

Power Shuttle

Power Shuttle é uma transmissão que possui um sistema de reversão através de pacotes com discos de embreagem (power shift) que permite a rápida mudança de sentido, mantendo a mesma marcha selecionada, sem a necessidade de parar a máquina e acionar um pedal de embreagem. A troca de marchas é suave e pode ser feita também sem a necessidade da parada da máquina e acionamento de pedal de embreagem, pois um sistema eletro- hidráulico faz o desacoplamento dos pacotes de sentido (avante / ré). Este à sua constituição não é possível operar no modo automático.

R

Ride control

Sistema que amortece o braço da pá carregadeira durante o transporte de material. A máquina equipada com este dispositivo possui um reservatório de expansão conectados aos cilindros de elevação do braço que tem a função de absorver os impactos provenientes do solo minimizando a oscilação da caçamba. Este sistema é habilitado pelo operador e é ativado automaticamente somente quando a máquina está com a velocidade superior a 5 km/h. Ele evita a perda de materiais durante o transporte aumentando a produtividade e a vida útil dos componentes.

V

Válvula termostática

Válvula responsável pelo bloqueio ou desvio do ciclo do líquido de arrefecimento, para não passar pelo radiador enquanto o motor não estiver à temperatura ideal de trabalho. Quando atinge a sua temperatura de trabalho a válvula se abre permitindo a passagem do líquido para o radiador. A válvula termostática geralmente possui acionamento termo-mecânico e em alguns equipamentos já estão sendo fabricados com válvula termostática elétrica controlada pela central de injeção eletrônica (ECU ou centralina).

Vida útil dos pneus