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Emplacamento de máquinas no Brasil: regulamentação de fachada

01/07/2015
Enviado por Marcus Lacerda

Emplacamento de máquinas no Brasil é um assunto antigo e até hoje sem respostas efetivas. Nosso país tem o péssimo hábito de escolher sempre o caminho mais curto sem o devido aprofundamento e estudos necessários para promover regulamentações que realmente tragam benefícios para todos.

A última iniciativa referente a este assunto está hoje no Senado em Brasília e em breve teremos uma lei que regulamentará os registros de máquinas pesadas e agrícolas dentre outras novidades para o segmento.

Na última semana foi aprovada na Câmara dos Deputados em Brasília a Medida Provisória 673 que regulamenta o emplacamento (ou o não emplacamento) de máquinas no Brasil. Esta MP (Medida Provisória) foi criada para encerrar de vez com a necessidade de emplacamento de máquinas agrícolas, uma vez que os agricultores, representados pela bancada ruralista, alegam que o emplacamento geraria mais custos aos seus produtos finais.

Esta MP tem como objetivo principal a regulamentação de futuros registros mas é voltada, basicamente, para o trânsito de máquinas em rodovias públicas. Isto significa que a regulamentação da atividade fim, que observa os equipamentos nos canteiros de obras, pátios de movimentação de carga e outras atividades não serão contemplados neste momento. Pior, continuaremos sem a principal regulamentação que tanto necessitamos: os direitos e obrigações dos operadores de máquinas que continuarão timidamente regidos pelas NR´s.

 

 

Depois de passar pela Câmara na última semana (23/06/2015) a MP 673 seguiu para o Senado para apreciação, possíveis alterações de texto e aprovação. E alterações no texto aconteceram especialmente para as máquinas de construção e pavimentação. No texto original da MP673 estava previsto o seguinte:

§ 4º Os aparelhos automotores destinados a puxar ou a arrastar maquinaria de qualquer natureza ou a executar trabalhos de construção ou de pavimentação são sujeitos, se transitarem em via pública, ao registro e ao licenciamento da repartição competente.

§ 4º-A. Os tratores e demais aparelhos automotores destinados a puxar ou a arrastar maquinaria agrícola ou a executar trabalhos agrícolas são sujeitos ao registro único em cadastro específico da repartição competente, dispensado o licenciamento e o emplacamento.

Em resumo, o texto dispensava as máquinas agrícolas de emplacamento porém afirmava esta obrigatoriedade para máquinas de construção ou pavimentação.

O novo texto, alterado no Senado, diz o seguinte:

§ 4º Os aparelhos automotores destinados a puxar ou a arrastar maquinaria de qualquer natureza ou a executar trabalhos de construção ou de pavimentação são sujeitos ao registro na repartição competente, se transitarem em via pública, dispensados o licenciamento e o emplacamento.

§ 4º-A. Os tratores e demais aparelhos automotores destinados a puxar ou a arrastar maquinaria agrícola ou a executar trabalhos agrícolas, desde que facultados a transitar em via pública, são sujeitos ao registro único, sem ônus, em cadastro específico do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, acessível aos componentes do Sistema Nacional de Trânsito.

Esta nova alteração afeta diretamente as máquinas de construção e pavimentação, pois desobriga em lei o emplacamento bem como o recolhimento de IPVA, seguro DPVAT e outras taxas aplicáveis.

Sem uma legislação específica e eficaz ainda conviveremos com um elevado número de acidentes de trânsito envolvendo máquinas pesadas, em especial as máquinas agrícolas presentes em maior número nas nossas rodovias. A falta de regulamentação implica em utilização do equipamento por pessoas não qualificadas e preparadas. Esta realidade impacta diretamente nos índices de acidentes. Um operador mal preparado ou sem qualificação se expõe com mais frequência a situações de perigo.

Outro problema relativo ao não emplacamento está no “registro na repartição competente”. Afinal, quais são as repartições competentes e quais são as exigências para se registrar uma máquina? Estas perguntas são apenas o início de uma série de indagações que virão em breve.

De acordo com a Deliberação 137 de 07 de junho de 2013 do CONTRAN que altera a Resolução 14/98 as máquinas de construção e pavimentação e máquinas agrícolas necessitam dos seguintes itens de segurança para registro:

Art. 1o Alterar o inciso VI do Art. 1o da Resolução CONTRAN no 14/98, que passa a vigorar com a seguinte redação:

“VI) nos tratores de rodas, de esteiras e mistos:

1) faróis dianteiros, de luz branca ou amarela;

2) lanternas de posição traseiras, de cor vermelha;

3) lanternas de freio, de cor vermelha;

4) lanterna de marcha à ré, de cor branca;

5) alerta sonoro de marcha à ré;

6) indicadores luminosos de mudança de direção, dianteiros e traseiros;

7) iluminação de placa traseira;

8) faixas retrorrefletivas;

9) pneus que ofereçam condições mínimas de segurança (exceto

os tratores de esteiras);

10) dispositivo destinado ao controle de ruído do motor;

11) espelhos retrovisores;

12) cinto de segurança para todos os ocupantes do veículo;

13) buzina;

14) velocímetro;

15) registrador instantâneo e inalterável de velocidade e tempo para veículos que desenvolvam velocidade acima de 60 km/h;

16) pisca alerta.”

Art. 3Faculta-se o trânsito, em via pública, aos veículos destinados a puxar ou arrastar maquinaria de qualquer natureza ou a executar trabalhos agrícolas e de construção, de pavimentação ou guindastes (máquinas de elevação) desde que possuam:

I - os itens de segurança previstos no Art. 1º desta Deliberação;

II - capacidade de atingir a velocidade mínima de 40Km/h, e;

III - dimensões máximas de 2,80m de largura, 4,40m de altura e 15,00 m de comprimento.

Art. 4Para fins de fiscalização os itens 7, 8, 9, 10, 11, 12, 13,14, 15 e 16 previstos no art. 1° serão exigidos em 360 dias após a publicação desta Deliberação (07/06/2013).

A MP673 derruba, pelo menos em parte, a resolução do CONTRAN 429 de 05 de dezembro de 2012 que delibera sobre a necessidade de emplacamento a partir de 1o de janeiro de 2013. Acontece que, por falta de estrutura técnica, alguns DETRANS não foram capazes de incluir no sistema RENAVAM os equipamentos agrícolas e de construção. Esta falha operacional fez com que as autoridades competentes não executassem uma fiscalização ostensiva levando assim a resolução 429 ao esquecimento.

Ainda esperamos pelo texto final do senado e a sanção da presidência da república. Mas uma coisa é certa: o emplacamento de máquinas no Brasil é coisa do passado. Ainda, de acordo com o texto, a exigência destes registros está prevista para 1º de janeiro de 2016 somente para máquinas novas. Bom, e o que fazer com o atual parque de máquinas? Pergunta sem resposta por enquanto.

Temos que ficar atentos agora com os processos de registros destes equipamentos bem como as exigências de qualificação para os operadores. Hoje, de acordo com a MP, há a necessidade de habilitação com carteiras C, D ou E para trânsito em vias públicas para os equipamentos de construção e pavimentação e carteira B para os tratores agrícolas. Mas ainda há muita água para passar debaixo desta ponte. Mudanças virão e estamos atentos a estas regulamentações.

O Brasil precisa dar o primeiro passo neste tema. Não podemos ficar mais a mercê de interesses localizados na condução das regulamentações necessárias. Quando comparamos o nosso atual estágio com os Estados Unidos, por exemplo, notamos que não fizemos absolutamente nada. Estamos parados no tempo.

Não concordamos com a cobrança de mais impostos e taxas para a regulamentação de máquinas no Brasil. Estes equipamentos são necessários para a manutenção e geração de serviços essenciais para a nossa sociedade. Defendemos uma regulamentação clara, simples e efetiva que possa trazer informações importantes sobre a nossa frota atual, índices reais e detalhados de acidentes e principalmente informações sobre os nossos operadores que, ao que nos parece, não estão sendo levados em conta neste momento.

Se continuarmos assim teremos sempre regulamentações de fachada que não servem para nada. Isto é muito pouco para um país que deseja ser grande um dia.


A importância do Certificado

15/05/2015
Enviado por Marcus Lacerda

O mercado de trabalho vem passando por profundas mudanças estruturais e a cada dia que se passa exige mais conhecimento específico e qualificação dos profissionais. Isto não é apenas uma tendência. É uma realidade.

A contratação de novos trabalhadores em diversas áreas está diretamente ligada com o seu conhecimento prévio, porém com uma diferença bem distinta de tempos atrás: não basta mais apenas saber ou ter experiência na carteira. É preciso estar certificado. 

Com a chegada de novas tecnologias nos equipamentos pesados as empresas agora necessitam de profissionais que compreendam todos os recursos que o equipamento possui. Para adquirir estes conhecimentos somente uma sala de aula com um instrutor qualificado poderá suprir esta necessidade. Estas tecnologias não são transmitidas como antigamente, ou seja, através do operador mais experiente. 

A necessidade do certificado porém não elimina a necessidade da experiência dos operadores antigos. Pelo contrário, um operador que já possui vários anos de campo tende a melhorar ainda mais a sua qualidade de operação quando passa por um curso formal e obtém novos conhecimentos. 

A exigência de um certificado não é apenas uma demanda das empresas. O Ministério do Trabalho, através das normas regulamentadoras NR11 e NR12 também exige que o operador para exercer sua profissão tenha um certificado de qualificação. Segundo estas normas o certificado tem validade de um ano a partir da sua data de emissão.

Novas tecnologias como gestão e análise de fluidos, monitoramento remoto e telemetria, gerenciamento eletrônico do motor e dos modos de trabalho e operação guiada por satélite são algumas das novidades que boa parte dos nossos operadores ainda não incorporou no seu currículo.

Mas a grande pergunta que a maioria dos operadores devem estar se fazendo agora é também difícil de responder. Aondo achar um curso que me prepare e me certifique com o perfil que o mercado exige? Infelizmente no Brasil ainda não temos muitas escolas preparadas para este novo desafio. Portanto não é fácil achar um curso que trate de temas tão específicos como os citados acima. 

Esta é a nossa realidade. Se não temos operadores certificados também não temos muitas opções de escolas preparadas. É importante que os fabricantes tenham a iniciativa de levar a suas novas tecnologias para o mercado. Estamos falando de investimentos em treinamentos que possam trazer conhecimentos reais ao trabalho dos operadores. O Brasil é muito grande. Será um grande desafio preparar de forma consistente e constante os nossos operadores. Nós da OPERACTION acreditamos que isto é possível. E estamos trabalhando para que esta nova realidade faça parte da rotina dos nossos operadores. 

Certifique-se. Busque novos desafios. Este é o caminho.


Placa de identificação

08/04/2015
Enviado por Marcus Lacerda

O número de série do equipamento. Na hora de comprar uma máquina ou uma peça, tenha sempre estas informações à mão. 

Quando adquirimos um equipamento pesado, encontramos uma plaqueta de identificação informando o nome do fabricante, numero do chassi, numero do motor e outros dados importantes.

Exemplo plaqueta de identificação:

Lembramos que o número de série de seu equipamento é único não importando o fabricante ou o modelo.

Cada fabricante adota uma maneira para identificar seus produtos. Composto por uma sequência de letras e números, este código registra o modelo, fabricante e o ano de fabricação da máquina.

Estes dados estão colocados numa plaqueta de alumínio, situado no chassi do lado esquerdo. Para efeitos de segurança existem também números de serie estampados em outros pontos no chassi.

Observe sempre se o número não foi alterado / raspado ou houve tentativa de rasura no mesmo, pois a máquina pode estar com alguma pendência financeira ou judicial e o pior: ser roubada.

Não existe obrigatoriedade de documento estadual ou federal para  a aquisição da máquina. A nota fiscal segue sendo o único documento que assegura a sua propriedade.


Brincando de Video Game

31/03/2015
Enviado por Marcus Lacerda

Será que o treinamento de operadores de máquinas pesadas em simuladores pode eliminar o treinamento convencional em salas de aula e prática de campo no próprio equipamento? É o que iremos analisar nesse post.

A utilização do treinamento em sala de aula e em campo na presença do equipamento sempre foi um desafio. Esta estrutura sempre foi muito cara para os padrões brasileiros, afinal, o custo hora de uma máquina pesada é muito elevado.

A demanda por treinamentos de operadores vem crescendo de forma acentuada a uma taxa anual de 15,5% no período de 2008 a 2014. Impulsionada pelo valor médio do salário ofertado a estes profissionais, o maior acesso ao crédito e o grande volume de máquinas vendidas neste período, a profissão de operador de máquinas está em evidência e hoje é vista como uma excelente ocupação no mercado de trabalho.

O problema é que para se formar este tipo de profissional é necessário investimento em treinamento. Trata-se de uma ocupação com perfil técnico. Em um passado recente, um operador era formado pela experiência de outro operador. Eram ensinamentos como “de pai para filho”. Baixa informação técnica e alto foco na prática. E este é o quadro que temos hoje. Operadores formados no campo sem qualificação teórica adequada.

A maioria de nossos operadores não possui escolaridade de ensino médio completa, gerando uma distorção relevante. Para piorar a situação não existe no Brasil, por parte do governo, uma regulamentação de habilitação de máquinas pesadas. Acreditem muitos operadores destes enormes equipamentos não possuem qualquer tipo de habilitação, operam de qualquer maneira, sem treinamento de pessoal técnico qualificado e ou homologado pelas autoridades, e o que acontece? Vários acidentes por todo o país sejam no campo, na cidade ou nas rodovias (Lembrando apenas que não existem estatísticas oficiais sobre este tema), além da baixa produtividade e do elevado custo operacional.

Há alguns anos, com a evolução nos programas de computação surgiram vários games relacionados primeiramente com tratores agrícolas (Sin Farm) e depois jogos com máquinas pesadas, principalmente escavadeiras hidráulicas e pás carregadeiras. O progresso foi grande e hoje existem dezenas de jogos e simuladores disponíveis gratuitamente na internet, a qualidade varia conforme a plataforma, nível de programação e detalhamento 3D. A carência de cursos especializados no mercado aliada às recentes normas regulamentadoras impostas pelo governo levaram a alguns fabricantes a importarem simuladores existentes como solução definitiva. Mas a realidade não é bem assim.

Como funcionam os simuladores.

Simuladores populares (games) são jogos adaptados para o treinamento. Podem ser feitos em grupo ou individualmente. Junto com um computador de alto desempenho, são fornecidos uma ou varias telas, um volante (depende do equipamento treinado), dois manipuladores e em alguns casos pedais de controle. Os exercícios são básicos, virar a esquerda, virar a direita, levantar os implementos, simular locomoções, manobras, carregamento. Geralmente um instrutor acompanha uma turma de aproximadamente 10 alunos.

A realidade virtual deixa a desejar. O aluno acaba frustrado, pois se sente em sala de aula e como o joguinho termina rapidamente são necessárias varias repetições do mesmo exercício. É útil apenas para operadores principiantes no entendimento dos movimentos básicos.

Simuladores mais sofisticados (de elevado custo de aquisição) são softwares com maior nível de detalhamento do equipamento e ambiente de trabalho. O treinamento é individual em cabines com ou sem ar condicionado. Junto com um computador de alto desempenho, são fornecidos em uma ou várias telas, plataforma oscilantes (force feedback), um volante, dois manipuladores e em alguns casos um pedais de controle. A realidade virtual é melhor, mas varia de acordo com o fabricante do  simulador. Os exercícios e operações são mais sofisticados e obedecem a critérios didáticos / pedagógicos. Contém operações como embarque de equipamentos, carregamento e transporte de rochas e pedras em terrenos instáveis, deslocamentos em geral, escavações, dentre outros. Estes procedimentos são pontuados pelo programa que obriga o operador a repetir quantas vezes for necessário. Um instrutor técnico acompanha cada aluno, o que faz com que o custo final também fique em patamares elevados, pois a dedicação de um instrutor em tempo integral também gera altos custos.

A realidade virtual ainda deixa a desejar. Os painéis de instrumentos são genéricos com poucos recursos presentes no equipamento real. O aluno acaba frustrado, pois falta a física real dos movimentos nas operações. Não há ajustes e informações detalhadas como peso e densidade e variação dos materiais, estabilidade operacional e deformação em caso de choques, configurações avançadas do equipamento. Constatamos que estes recursos ainda não esta presentes nas versões mais atuais disponíveis no mercado. Tagliaferri, instrutor da Operaction, resume um bom simulador: “o simulador é bom quando o operador sente medo de manuseá-lo”.

Ressaltamos que em futuro breve novas versões de simuladores serão incorporadas ao mercado e em breve os mesmos serão iguais aos simuladores da fórmula 1 e aeronáuticos, com grande proximidade da realidade. Mas é importante lembrar que, até nos simuladores mais sofisticados, como os aeronáuticos, as horas destinadas ao simulador não são computadas como horas de voo. Ou seja, um piloto de avião, para adquirir experiência, deve pilotar o avião real. O simulador é um complemento para a sua formação técnica.

Os fornecedores destes simuladores, no afã de vendê-los, alardeiam economia de combustível, aprendizado mais rápido, redução de risco de acidentes e principalmente redução do custo do treinamento. Mas o mais importante sempre é omitido: a necessidade da interação e contato com o equipamento real, fundamentais para uma correta formação técnica e prática.

Um curso de máquinas pesadas baseado unicamente em simuladores não preenche todos os requisitos necessários aos nossos operadores. O cheiro do diesel, a poeira, o som do motor, o tato nas alavancas de comando ainda são essenciais para o aprendizado. Sem isto, não há operador. Apenas um jogador de vídeo game.

Aqui no OPERACTION utilizamos o método clássico: sala de aula + treinamento de campo. Consideramos que os atuais simuladore ainda não oferecem uma gama de conteúdo capaz de substituir o equipamento. Mas estamos atentos a todos os movimentos tecnológicos e, em um futuro próximo, certamente estaremos presentes com este recurso. 

Veja os melhores simuladores do mercado:

Caterpillar

 

Volvo (Orix)

 

 John Deere


SafetySense: o controlador wireless para escavadeiras e máquinas pesadas

22/09/2014
Enviado por Marcus Lacerda

Se você é um verdadeiro apaixonado por simuladores, deve saber que existem jogos desse tipo para os mais diversos fins. Há simuladores de voo, de carros, de serviços públicos e até mesmo de equipamentos para a construção civil. Mas se você achava que os controles remotos iam ficar limitados a esses games, está muito enganado. Isso acontece porque os controladores já são uma realidade para os comandos de máquinas de verdade.

Há diversas escavadeiras e perfuratrizes que permitem o controle remoto para melhorar as condições de segurança dos operadores, mas hoje esses controles são limitados a materiais que utilizam cabos para as conexões entre botões e máquinas pesadas. E é exatamente isso que o novo SafetySense da Humanistic Robotics pretende mudar, pois ele traz o fim dos cabos. Pois é, estamos falando de um mecanismo sem fio!

O SafetySense promete garantir que operadores tenham acesso às funções de comando das escavadeiras e outras máquinas sem precisar estar ligado a elas por meio de cabos. Isso pode garantir ainda mais segurança nas operações, uma vez que os responsáveis podem ficar a maiores distâncias e, assim, terem melhor visão do que está acontecendo com os seus equipamentos na construção civil.

 

 

Este controlador é bastante parecido com um controle de Xbox e a Humanistic Robotics garante que em menos de dez minutos é possível que qualquer pessoa consiga operar as máquinas com bastante facilidade. Por enquanto, o SafetySense está em fase de testes e não há previsão para a chegada comercial dele. Mesmo assim, se você se interessa pelo tema é importante ficar atento aos próximos passos da empresa.

 


Homens x Mulheres: Quem são os melhores operadores de equipamentos pesados?

15/09/2014
Enviado por Paulo Tagliaferri

Muitas pessoas acreditam que estes equipamentos pesados, grandes e poderosos devam ser operados somente por homens. Graxa nas mãos, botas sujas de lama e cheiro de diesel na camisa são apenas uma parte do trabalho. Não existe lugar para as mulheres, certo?

Não necessariamente. Embora existam poucas mulheres que operem as brutas amarelas, as que se aventuram recebem elogios.

Poderiam as mulheres ser melhores que os homens neste tipo de trabalho? Abaixo algumas constatações que vão fazer você rever seus conceitos.

Capacidade de aprendizagem

Quando se trata de treinamento, as mulheres se garantem... Em nossa cultura, assumimos que todos os homens têm o domínio sobre as máquinas. Isto pode levar ao excesso de confiança ou de falta de atenção na fase de treinamento e formação profissional. As mulheres operadoras investem mais na busca de oportunidades preparatórias, se há um curso de uso de GPS ou desenvolvimento de tecnologia relacionada ao trabalho, elas participarão se isso ajudá-las a melhorar suas habilidades. E as mulheres destacam-se e assumem a dianteira.

Na fase de treinamento, rapidamente se torna evidente que as mulheres são mais participativas e esforçadas, seguem os regulamentos e cuidam bem dos equipamentos.

Vantagem: Mulheres

Habilidade na operação

Especialmente em novas situações, as mulheres são, em primeiro lugar, mais conservadoras e hábeis. Alguns homens, especialmente jovens, querem ir de zero a cem num curto espaço de tempo e tendem a ficar em apuros em diversas situações. Eles têm uma tendência a brutalidade e despejam potencia hidráulica que podem danificar o equipamento e até mesmo o local da operação. As mulheres possuem um progresso mais cuidadoso e fazem melhor ao longo prazo.

Vantagem: Mulheres

Aptidão mecânica

Vários meninos crescem brincando com bicicletas, carrinhos e, eventualmente, motocicletas ou carros. Os jovens que cresceram com uma chave na mão desenvolvem hábitos mentais que são úteis para a compreensão de como as coisas funcionam, uma grande vantagem quando se trata de resolução de problemas, reparos e conhecimentos gerais de equipamentos pesados.

Mas algumas exceções, no entanto, são dignas de nota. No mundo de hoje de computadores e de videogames, os meninos cada vez menos gastam o seu tempo livre com brinquedos e consertos. E em segundo lugar, as garotas não são necessariamente imunes a mecânica, tudo dependerá da companhia que tiverem quando jovens. Se uma menina cresce cercada por uma casa cheia de meninos e seus brinquedos e carros, é provável que ela entenda de alguma coisa e até mesmo crescer e se tornar proficiente em habilidades mecânicas.

Vantagem: Homens no geral, mas há exceções.

Atenção aos detalhes

Eu sempre fico impressionado pela forma como as mulheres cuidam de suas máquinas. Elas as mantêm limpas e não deixam lixo nas cabines. Se houver uma gota de óleo vazando na roda ou algum pequeno reparo necessário elas avisam imediatamente, são muito atenciosas e responsáveis.

Vantagem: Mulheres

Atitude e empregabilidade

Não há nenhuma dúvida, as mulheres trabalham tão duro como os homens o fazem. Nas empresas que contratam mulheres elas são funcionárias muito estáveis. Elas se mostram para o trabalho. Elas não têm medo de fazer perguntas e é mais difícil para elas porque estão competindo em um ambiente que tem sido dominado por homens durante séculos.

Vantagem: Mulheres

Retenção

Nenhum empregador gosta de contratar e treinar um funcionário, dar-lhes uma valiosa experiência e cursos para perdê-los mais tarde. Em empregos de escritório às vezes isso acontece quando uma jovem mulher tem um filho e decide deixar o trabalho e se dedicar ao filho em casa. Mas, na construção há uma quantidade considerável de rotatividade entre os trabalhadores do sexo masculino também.

Vantagem: Empate

 

Porque os homens dominam este mercado?

Até a pouco tempo atrás, os equipamentos pesados tinham duas características facilmente identificadas: cabines abertas e comandos mecânicos. Bem, mas o que isto tem haver com as mulheres? Simples, como as cabines eram, em sua maioria abertas, os impactos externos provenientes das operações eram muito fortes sobre o operador. Apenas os homens tinham resistência para suportar fortes ventos, terra no rosto, poeira nos olhos, variações climáticas e altos níveis de ruídos. Os comandos, por serem mecânicos, necessitavam de elevada força física para o acionamento. Isto levava os operadores, ao final da jornada de trabalho, à uma enorme fadiga física. As mulheres não apresentavam uma força física compatível com o acionamento dos comandos mecânicos. Aqui uma ligeira vantagem para as mulheres. Como são mais sensíveis, elas respondem melhor aos comandos eletrônicos e pilotados.

Pois bem, hoje praticamente todas as máquinas do mercado oferecem cabine fechada e comandos eletrônicos ou pilotados hidraulicamente. Neste novo cenário tecnológico, as mulheres podem oferecer a mesma produtividade com o mesmo desgaste físico dos homens.

As manutenções também foram facilitadas. Qualquer pessoa, homem ou mulher, é capaz de executar as manutenções programadas pelos fabricantes.

Vantagem: Ligeira vantagem das mulheres com relação à sensibilidade na utilização dos comandos hidráulicos.

 

Veredito: Se você puder encontrar operadoras do sexo feminino, contrate-as!

Todas as mulheres querem um tratamento justo. Quando chegam num canteiro de obras querem ser tratadas iguais ao resto da equipe. Nada de frescura.

Mas a chave para uma boa integração das mulheres no trabalho é garantir que os empregadores não as obriguem a situações constrangedoras. Onde há respeito não existem problemas de relacionamento entre homens e mulheres.

A natureza perigosa das obras torna imperativo que todos, homens e mulheres, respeitem-se uns aos outros, o respeito pelos valores e a vida é o que importa. Apesar de não existir um estudo específico sobre este assundo, acredito que no Brasil elas representam menos de 0,5% dos operadores de máquinas em atividade. Mas isto pode mudar rapidamente. O mercado está de olho nelas.

 

Redigido por Paulo Tagliaferri


Aplicação de maquinas pesadas na agricultura

30/05/2014
Enviado por Paulo Tagliaferri

Aplicação de maquinas pesadas na agricultura

As maquinas são conhecidas por seus trabalhos na construção e estradas mas cada vez mais novas aplicações vem surgindo principalmente na agricultura (agronegócio).Abaixo conheceremos o que fazem estas maquinas:

Tratores de Esteiras:

Usados nas fazendas do interior servem para desmatar áreas para plantio de culturas, na abertura de estradas, formação de pastos, construção de barragens e lagoas.

Escavadeiras hidráulicas:

Utilizadas nas usinas canavieiras para a formação de curvas de nível, preparo de solo e limpeza de rios e mananciais. São também usadas para recuperarem áreas alagadas abrindo drenos específicos em campos encharcados

Pás carregadeiras:

Aplicadas principalmente no transporte de bagacinho, pó extraído da moagem da cana de açúcar destinado atualmente à geração de energia; Nas fazendas ajudam na construção de barragens e lagoas. Na extração de madeiras movimentam toras e seus subprodutos e carregamento de carvão. Em criatórios intensivos de bovinos limpam as fezes do gado.

Retroescavadeiras:

Trabalham na manutenção de estradas e no dia a dia das fazendas, na limpeza de pequenos córregos e lagoas como em plantações de arroz no sul do país.

Manipuladores telescópicos:

No campo para carregamento de big bags de adubo, gesso, calcário e fardos de palhas geradoras de energia / biomassa, sementes a granel ou em pallets, dentro de usinas de cana de açúcar e álcool para carregamento e armazenagem de big bags de açúcar e fertilizantes. Na pecuária de corte ou leiteira, atuam no carregamento de silagem (alimento do gado), ração e fardos de feno.

Minicarregadeiras:

Jardinagem, ideais em fazendas e granjas, tanto para limpeza ou manipular materiais (ração, fardos, sementes, esterco,etc) em locais confinados onde máquinas maiores não conseguem entrar.

Redigido por - Paulo R. Tagliaferri

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