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Brincando de Video Game

31/03/2015
Enviado por Marcus Lacerda

Será que o treinamento de operadores de máquinas pesadas em simuladores pode eliminar o treinamento convencional em salas de aula e prática de campo no próprio equipamento? É o que iremos analisar nesse post.

A utilização do treinamento em sala de aula e em campo na presença do equipamento sempre foi um desafio. Esta estrutura sempre foi muito cara para os padrões brasileiros, afinal, o custo hora de uma máquina pesada é muito elevado.

A demanda por treinamentos de operadores vem crescendo de forma acentuada a uma taxa anual de 15,5% no período de 2008 a 2014. Impulsionada pelo valor médio do salário ofertado a estes profissionais, o maior acesso ao crédito e o grande volume de máquinas vendidas neste período, a profissão de operador de máquinas está em evidência e hoje é vista como uma excelente ocupação no mercado de trabalho.

O problema é que para se formar este tipo de profissional é necessário investimento em treinamento. Trata-se de uma ocupação com perfil técnico. Em um passado recente, um operador era formado pela experiência de outro operador. Eram ensinamentos como “de pai para filho”. Baixa informação técnica e alto foco na prática. E este é o quadro que temos hoje. Operadores formados no campo sem qualificação teórica adequada.

A maioria de nossos operadores não possui escolaridade de ensino médio completa, gerando uma distorção relevante. Para piorar a situação não existe no Brasil, por parte do governo, uma regulamentação de habilitação de máquinas pesadas. Acreditem muitos operadores destes enormes equipamentos não possuem qualquer tipo de habilitação, operam de qualquer maneira, sem treinamento de pessoal técnico qualificado e ou homologado pelas autoridades, e o que acontece? Vários acidentes por todo o país sejam no campo, na cidade ou nas rodovias (Lembrando apenas que não existem estatísticas oficiais sobre este tema), além da baixa produtividade e do elevado custo operacional.

Há alguns anos, com a evolução nos programas de computação surgiram vários games relacionados primeiramente com tratores agrícolas (Sin Farm) e depois jogos com máquinas pesadas, principalmente escavadeiras hidráulicas e pás carregadeiras. O progresso foi grande e hoje existem dezenas de jogos e simuladores disponíveis gratuitamente na internet, a qualidade varia conforme a plataforma, nível de programação e detalhamento 3D. A carência de cursos especializados no mercado aliada às recentes normas regulamentadoras impostas pelo governo levaram a alguns fabricantes a importarem simuladores existentes como solução definitiva. Mas a realidade não é bem assim.

Como funcionam os simuladores.

Simuladores populares (games) são jogos adaptados para o treinamento. Podem ser feitos em grupo ou individualmente. Junto com um computador de alto desempenho, são fornecidos uma ou varias telas, um volante (depende do equipamento treinado), dois manipuladores e em alguns casos pedais de controle. Os exercícios são básicos, virar a esquerda, virar a direita, levantar os implementos, simular locomoções, manobras, carregamento. Geralmente um instrutor acompanha uma turma de aproximadamente 10 alunos.

A realidade virtual deixa a desejar. O aluno acaba frustrado, pois se sente em sala de aula e como o joguinho termina rapidamente são necessárias varias repetições do mesmo exercício. É útil apenas para operadores principiantes no entendimento dos movimentos básicos.

Simuladores mais sofisticados (de elevado custo de aquisição) são softwares com maior nível de detalhamento do equipamento e ambiente de trabalho. O treinamento é individual em cabines com ou sem ar condicionado. Junto com um computador de alto desempenho, são fornecidos em uma ou várias telas, plataforma oscilantes (force feedback), um volante, dois manipuladores e em alguns casos um pedais de controle. A realidade virtual é melhor, mas varia de acordo com o fabricante do  simulador. Os exercícios e operações são mais sofisticados e obedecem a critérios didáticos / pedagógicos. Contém operações como embarque de equipamentos, carregamento e transporte de rochas e pedras em terrenos instáveis, deslocamentos em geral, escavações, dentre outros. Estes procedimentos são pontuados pelo programa que obriga o operador a repetir quantas vezes for necessário. Um instrutor técnico acompanha cada aluno, o que faz com que o custo final também fique em patamares elevados, pois a dedicação de um instrutor em tempo integral também gera altos custos.

A realidade virtual ainda deixa a desejar. Os painéis de instrumentos são genéricos com poucos recursos presentes no equipamento real. O aluno acaba frustrado, pois falta a física real dos movimentos nas operações. Não há ajustes e informações detalhadas como peso e densidade e variação dos materiais, estabilidade operacional e deformação em caso de choques, configurações avançadas do equipamento. Constatamos que estes recursos ainda não esta presentes nas versões mais atuais disponíveis no mercado. Tagliaferri, instrutor da Operaction, resume um bom simulador: “o simulador é bom quando o operador sente medo de manuseá-lo”.

Ressaltamos que em futuro breve novas versões de simuladores serão incorporadas ao mercado e em breve os mesmos serão iguais aos simuladores da fórmula 1 e aeronáuticos, com grande proximidade da realidade. Mas é importante lembrar que, até nos simuladores mais sofisticados, como os aeronáuticos, as horas destinadas ao simulador não são computadas como horas de voo. Ou seja, um piloto de avião, para adquirir experiência, deve pilotar o avião real. O simulador é um complemento para a sua formação técnica.

Os fornecedores destes simuladores, no afã de vendê-los, alardeiam economia de combustível, aprendizado mais rápido, redução de risco de acidentes e principalmente redução do custo do treinamento. Mas o mais importante sempre é omitido: a necessidade da interação e contato com o equipamento real, fundamentais para uma correta formação técnica e prática.

Um curso de máquinas pesadas baseado unicamente em simuladores não preenche todos os requisitos necessários aos nossos operadores. O cheiro do diesel, a poeira, o som do motor, o tato nas alavancas de comando ainda são essenciais para o aprendizado. Sem isto, não há operador. Apenas um jogador de vídeo game.

Aqui no OPERACTION utilizamos o método clássico: sala de aula + treinamento de campo. Consideramos que os atuais simuladore ainda não oferecem uma gama de conteúdo capaz de substituir o equipamento. Mas estamos atentos a todos os movimentos tecnológicos e, em um futuro próximo, certamente estaremos presentes com este recurso. 

Veja os melhores simuladores do mercado:

Caterpillar

 

Volvo (Orix)

 

 John Deere


Máquinas pesadas e seus pontos cegos

30/03/2015
Enviado por Marcus Lacerda

Ponto cego, você já ouviu falar nele ou parou para pensar?

Ponto cego é uma obstrução parcial ou total no campo de visão de um operador de máquinas pesadas. Que tanto pode estar operando uma motoniveladora, dirigindo um carro ou  estar andando tranquilamente na cozinha de sua casa e simplesmente bater a cabeça no armário.

O braço, uma das principais partes de uma escavadeira, encontra-se na frente da maquina. Na maior parte dos casos é o principal vilão da história, pois esta é uma das partes que mais criam pontos cegos neste equipamento.

Na parte de trás encontramos o contrapeso que praticamente tampa a sua visão traseira.

Imagine-se sentado no banco do operador com estes conjuntos obstruindo parcialmente sua visão. Dependendo da posição do equipamento, uma pessoa some completamente do campo de visão do operador. Imagine esta ocorrência aliada a um companheiro de trabalho dormindo na parte de trás do equipamento. É acidente na certa você não acha?

Nos equipamentos existem pontos cegos fixos e variáveis. A cabine do operador, gera um ponto cego fixo, pois a cabine não se movimenta. Os principais pontos a serem considerados, são as colunas frontais, laterais e traseiras do compartimento do operador, teto, painel frontal, portas, vidros, espelhos retrovisores, faróis, etc.

Os pontos cegos variáveis, são os braços e seus agregados (Caçamba, porta garfos, pistões, mangueiras, correntes, acessórios etc), que se movimentam para frente e para trás, para cima e para baixo sempre mudando o campo de visão do operador. Quanto mais completa for a maquina, menor será o campo de visão do ao operador.

Nos acidentes onde o ponto cego é o principal vilão, a culpa por várias vezes acaba caindo sobre o operador, que veio a atropelar um pedestre ou até então, derrubou um poste, ou veio a bater a caçamba na carroceria de um caminhão.

A pergunta que quase ninguém faz é: esta pessoa deveria estar aqui, no raio de giro da maquina?

Tudo isso são pontos críticos que muitas vezes só percebemos quando um acidente acontece. Cada empresa tem seus pontos a serem revistos, analisados e melhorados. Hoje nas grandes obras, é quase que inevitável a interação de pedestres com o movimento dos equipamentos, sendo assim, seguem algumas dicas para evitar um possível acidente por atropelamento ocasionado por um ponto cego ou pela falta de observância e cuidados com o mesmo.

1- Veja e seja visto. Esta é uma sequência de melhorias que ajudam e muito na identificação de pessoas e veículos. Falando sobre veículos industriais, existem vários acessórios e procedimentos que indicam para o pedestre, a presença de um equipamento pesado à sua volta. São eles:

Exemplo de Acessórios:

  • Instalar na maquina, luz intermitente de localização (também chamada de piscaflex ou giroflex)
  • Instalar nas máquinas o alarme de marcha ré • Instalar luz de ré complementar de alto brilho. (No exterior, este acessório de luz auxiliar de segurança é chamado de Blue Spot)
  • Instalar faixas refletivas em volta dos equipamentos
  • Certificar-se do funcionamento da buzina ( no check list)
  • Sempre buzinar antes de ligar o equipamento.
  • Transitar com as máquinas sempre com os faróis acesos. ( dia e noite)
  • Respeitar os limites de velocidade estipulados pela sua empresa.

Em ambientes escuros ou que devido ao processo ofereçam má iluminação, use coletes refletivos, estes ajudarão na sua identificação.

De acordo com a Operaction, outra medida que aumenta a segurança é o treinamento. Conforme informações divulgadas pelo centro, após a realização de um curso de prevenção de acidentes para operadores de motoniveladoras de uma empreiteira, que incluiu a análise das áreas cegas, foi verificada uma redução de 50% dos sinistros.

Uma solução tecnológica  muito simples já está sendo adotada em algumas máquinas mais novas promete acabar para sempre com esse incômodo.

O equipamento nada mais é do que um sistema que monitora os pontos cegos do veículo, avisando o motorista, por meio de uma pequena câmera, se há ou não algum veículo ou objeto no raio de visão não contemplado pela sua visão.

Uma curiosidade. Você sabe qual é o índice de visibilidade de sua maquina? Abaixo o gráfico mostrando os pontos cegos de uma motoniveladora.

 


Cuidando de seu operador de maquinas pesadas, dicas importantes.

05/03/2015
Enviado por Marcus Lacerda

A imagem da empresa muitas vezes é representada pelos seus colaboradores diretos e até mesmo indiretos.Quando um operador mal educado entra na obra de uma construtora para executar serviços, ele é a própria empresa. Se ocorrer um acidente, a sociedade enxerga que o acidente foi com a máquina da construtora “tal”. A construtora que subcontrata um operador é corresponsável pelos atos de seus subordinados, respondendo perante a lei.

O operador é o maior responsável por causar a boa ou a má impressão da empresa que ele representa. Precisamos atentar-nos que ele é um ponto de atenção. Pouco adianta um SAC absolutamente competente e rápido, um comercial que entenda e atenda as necessidades do cliente, quando a pessoa que está na frente de trabalho no campo põe tudo a perder.

A seguir, algumas boas práticas, para desenvolver e cuidar dos operadores, principais representantes da empresa nas frentes de trabalho. Lembre-se, a prática leva à perfeição.

1- Recrutamento, seleção e contratação.

O recrutamento de operadores deve incluir, além das tradicionais pesquisas junto aos órgãos de proteção de crédito e seguradoras, o prontuário da CNH, que inclui pontuação e acidentes. A pesquisa deve também incluir sua experiência em empregos anteriores.

Escolhidos os profissionais para contratação, estes só devem operar após receberem todos os treinamentos necessários, e a certeza de amplo entendimento das regras da empresa. Eles devem receber copias dos manuais de operação e manutenção e assinar uma lauda dos procedimentos para formalizar os ensinamentos.

As cópias devem ser arquivadas junto aos registros de cada operador.

2- Procedimentos de segurança e apresentação

Procedimentos de segurança versam sobre a operação das máquinas pesadas com ênfase na direção defensiva. Eles devem ser claros e disponíveis em forma de manual, que por sua vez deve ser esmiuçado no treinamento inicial de todos os operadores e deve estar disponível e com fácil acesso, de preferência dentro de cada equipamento.

A reciclagem do treinamento deve ser obrigatória, com prazo de um ano e deve abranger todos os operadores. Os exames de saúde idem.

Os operadores receberão noções de higiene e devem ser encorajados a manter uma aparência sadia, com uniformes limpos, barba feita, cabelos e unhas cortadas.

O uso de crachá válido e EPI´s são obrigatórios.

3- Orientação e treinamento

Nenhum operador deve começar a utilizar qualquer equipamento até a conclusão da orientação e da “certificação”. A orientação deve incluir a formação de condução defensiva, normas de segurança, políticas e práticas da empresa, horário de trabalho, e inspeção / lubrificação diárias.

Um teste real de operação, acompanhado de um profissional qualificado, ajudará a determinar os pontos que devem ser enfatizados no desenvolvimento profissional.

A empresa também deve manter reuniões regulares, focando temas como, qualidade, segurança, direção defensiva, condução econômica e outras que achar interessante, inclusive de cunho pessoal como questões de saúde e família.

Todos os treinamentos deverão ser registrados e cada participante deverá receber certificado, cuja cópia devera ser anexada junto aos registros de cada participante.

4- Retenção de operadores e reconhecimento

Ótimo, você conseguiu atrair e desenvolver os operadores. Seus profissionais são os melhores qualificados do mercado, seus clientes não se cansam de elogiar, mas, e agora, como mantê-los?

Da mesma forma que as más condutas devem ser corrigidas, as boas devem ser recompensadas. Salário é importante, porém, não é a única forma de reter os operadores.

Um programa de recompensas baseado em metas tangíveis, que podem incluir manutenção das máquinas, limpeza, médias de consumo, regularidade e obediência aos horários, aparência pessoal e trato com os clientes, por exemplo, pode recompensar em valores ou prêmios, incluindo a destinação das melhores máquinas aos melhores operadores, isso dá status a eles.

Um bom plano de carreira também é um atrativo para reter os profissionais. Operadores podem mudar de nível de conhecimento e ter mais destaque em trabalhos mais elaborados. Isto aumenta sua renda e seu compromisso com a empresa.

Outra prática importante diz respeito à entrevista de desligamento, podendo assim entender e corrigir as causas que levam os operadores a deixarem a empresa.

5- Investigação e acompanhamento de acidentes

Todos os acidentes devem ser investigados e ter suas causas determinadas, assim como sua causa raiz. Se possível, os fatores de risco também deverão ser levantados, permitindo uma ampla análise, de forma a impedir eventos futuros através do tratamento e correção das causas básicas.

Os operadores envolvidos, dependendo da gravidade do acidente, devem ficar afastados de suas atividades até completa elucidação, podendo gerar desde um novo treinamento, até punições mais severas. Mas lembre-se de manter-se sempre dentro das leis trabalhistas. Punições desnecessárias ou fora de um contexto podem trazer muitas dores de cabeça.

Também deverá ser feita análise se houve violação às normas e procedimentos da empresa.

6- Regras de jornada de trabalho

As regras de jornada de trabalho deverão ser minuciosamente explicadas e deverá haver acompanhamento para evitar violação. A não observância das regras de jornada de trabalho poderá causar alguns destes acidentes, até passíveis de processos trabalhistas, portanto, merece atenção.

7- Práticas de manutenção

Os operadores deverão receber treinamento especializado com o objetivo de fazer as checagens rotineiras, serem capazes de identificar alguns problemas, bem como saber as causas das falhas e possíveis formas de correção.

Todo maquina deverá possuir os registros de manutenção apontando data do evento, descrição dos serviços, perímetro na data, peças utilizadas, previsão de revisão dos serviços tanto em data como em horas, valor gasto e quem foi o responsável.

Desta forma, é possível programar manutenções futuras e valores gastos ou futuros.

Lembre-se: suas maquinas são outdoors ambulantes, equipamentos limpos e bem mantidos passam impressão de seriedade.

8- Códigos de ética, conduta e medidas disciplinares.

Por fim, a empresa deve expor de forma clara quais são seus princípios e valores, qual é a sua missão e visão, seu código de ética, e quais são as medidas disciplinares.

Deve haver registros das ocorrências, principalmente no que se refere a acidentes, jornada de trabalho, tratamento de colegas de trabalho e clientes, uso não autorizado de equipamentos e atividades ilegais ou inseguras e também elogios.

Você deve analisar e procurar entender em quais destes pontos você tem lacunas, podendo assim, corrigi-los ou aperfeiçoá-los. A decisão de mudar necessita partir da direção da empresa, e deve de certa forma, contagiar a todos.

Qualidade e honestidade são virtudes que se notam, portanto, você não precisa dizer que possui, seu cliente vai notar.


Porque os acidentes acontecem?

25/09/2014
Enviado por Marcus Lacerda

É possível agrupar as causas segundo os dois grandes grupos de condicionantes de acidentes,  atos inseguros e condições inseguras.Verifica-se que a maior parte dos acidentes (78,78%) são ocasionados por atos inseguros, o que é obtido pela soma das porcentagens das causas específicas como falta de atenção, cansaço, falta de conhecimento / treinamento, pressa e embriaguez.  Por outro lado, apenas 22,22% dos acidentes relatados no Brasil são creditados a limitações relacionadas ao equipamento pesado. A falta de atenção e o cansaço, que resultam em atos inseguros, têm sua gênese também explicada pela ação indireta do equipamento antigo que, devido a problemas em suas características ergonômicas (conforto), pode resultar no aumento da fadiga do operador.

A falta de conhecimento / treinamento, apontada como uma das principais causas dos acidentes, pode ser explicada pelo fato de a maior parte dos operadores (60,74%) não terem frequentado algum curso de operação de equipamentos pesados, que desse ênfase, além dos aspectos de produtividade do trabalho, à segurança. Um exemplo típico da falta de conhecimento em relação à prevenção dos acidentes com equipamentos é a elevada porcentagem (66,34%) de operadores que permitem que pessoas andem de "carona" na máquina (as vezes até na caçamba!). Esta atitude pode resultar em quedas de pessoas com o veiculo em movimento, um dos principais tipos de acidentes graves, conforme foi explicado anteriormente.

Outro produto da falta de conhecimento e, também, da falta de condições de segurança nos equipamentos atualmente em uso no Brasil refere-se ao cinto de segurança. Os dados obtidos apontam que 61,11% dos maquinários em uso, não possuem cinto de segurança. Com relação aos tratores que possuem cinto de segurança, em cerca de 69% dos casos os operadores não o usam. Cabe salientar que a presença e uso do cinto de segurança é requisito obrigatório para o tráfego dos equipamentos pesados em rodovias, segundo o Capítulo IX, Seção I, artigo 96 do Código de Trânsito Brasileiro (Lei 9.503, de 23 de setembro de 1997). Além disso, os dados obtidos mostram que, muitas vezes, as máquina  são equipadas com estruturas de proteção contra capotamento, mas o operador não usa o cinto, de forma que sua eficiência praticamente é anulada.

A falta de atenção é outra importante causa dos acidentes. Esta têm sua origem em função, dentre outros fatores, da operação de equipamentos obsoletos ergonomicamente mal projetados e de aspectos ligados à jornada de trabalho, que podem aumentar de maneira substancial o nível de fadiga ao qual o operador encontra-se submetido. Isto resulta numa diminuição de sua capacidade de concentração, o que pode resultar em acidentes. Pôde-se observar que 67,65% dos operadores entrevistados têm uma jornada de trabalho superior a 8 horas durante os períodos de maior demanda de trabalho, que correspondem, normalmente, às épocas de pico. Portanto, a longa jornada de trabalho em determinados períodos pode explicar, em grande parte, o elevado número de acidentes observados.


Operadores sonolentos

23/08/2014
Enviado por Paulo Tagliaferri

Muitos operadores relatam problemas de sono, sabemos que uma noite mal dormida, acordar muitas vezes durante a noite ou até mesmo ficar totalmente sem dormir, podem ser devastadores para o novo dia de trabalho. Dormir bem é fundamental para desenvolver as atividades durante o dia, principalmente pessoas que trabalham com máquinas pesadas ou guindastes em que pequenas distrações podem levar a acidentes, por isso, uma boa noite de sono, será um dos fatores para evitar acidentes de trabalho, Abaixo algumas dicas para conseguir uma soneca básica:

  • Compre um travesseiro macio, aquele que você se sente bem com a altura e o recheio.
  • Crie o hábito de dormir no mesmo horário, o corpo se acostumará com as novas rotinas de sono.
  • Evite encher a barriga no jantar, alimentos gordurosos ou grandes quantidades de alimentos fazem com que o organismo tenha que trabalhar mais, e tomar água exageradamente vai fazer com que tenha que urinar mais vezes, perturbando o sono, lembre-se que a bexiga do homem e menor que a das mulheres.
  • Crie hábitos interessantes antes de deitar, leia um livro, tome um banho morno, faça sexo e assim por diante.
  • Não faça exercícios pesados antes do momento de ir dormir.
  • Se tentar dormir, e em 15 minutos não conseguir, levante e faça algo para ficar um pouco cansado, esqueça os problemas, neste momento o importante é dormir para no outro dia estar disposto e resolver qualquer problema.
  • É aconselhável dormir um pouco mais cedo que normalmente dorme. Se preferir feche as janelas para que o quarto fique escuro, de preferência um que tenha pouco barulho externo.
  • Crie um ninho confortável – Para dormir bem é importante criar um meio ideal para o sono, use um mosquiteiro se tiver insetos que possam incomodar, tampe os olhos, tampões nos ouvidos, cobertores, colchão confortável, ventiladores, ar condicionado, umidificador de ambiente são muito úteis ou outros dispositivos.
  • Evite fumar, beber, tomar refrigerantes e café durante a noite.
  • Tome pílulas para dormir somente em último caso e principalmente que tenha indicação de seu médico.


Dicas para operadores de máquinas pesadas

13/08/2014
Enviado por Paulo Tagliaferri

Cuidando de suas costas

Os operadores se queixam frequentemente de dores nas costas. As causas podem ser muitas, nem todas relacionadas com o trabalho. As dores nas costas podem ser agravadas por conduzir durante longos períodos de tempo num assento mal ajustado, por trancos, solavancos e vibrações causadas por estradas em má conservação.

 

Algumas coisas podem ser feitas para atenuar o problema:

  • Verificar se a máquina que você esta trabalhando é apropriada para o serviço a ser executado. Se tiver dúvidas discuta o assunto com o seu chefe.

  • Cuidar da manutenção, corrigir eventuais defeitos que ocorrem com frequência (ex.: um assento com suspensão avariada, falta de um encosto de cabeça ou trava solta, barras e hastes da direção e componentes da suspensão se houver) e se a pressão dos pneus está conforme recomendada pelo fabricante.

  • Sempre comunicar quaisquer falhas ocorridas com máquina ou outros problemas com o trabalho.

  • Ajustar o assento de modo a ficar confortável e de modo a que este apoie a parte inferior das costas e de forma a que possa ver claramente sem ter de se esticar, torcer ou inclinar a cabeça.

  • Certificar-se de que consegue utilizar os controles do equipamento sem ter de se esticar, torcer ou inclinar os braços.

  • Se o seu assento tiver um ajuste para o peso do condutor, certificar-se de que este esteja ajustado corretamente para o seu peso.

  • Escolher percursos evitando superfícies irregulares, acostamentos e caso não seja possível, conduzir devagar evitando choques e solavancos.

  • Manter o piso das áreas de trabalho em bom estado. Remover todas as pedras e obstáculos e preencher todas as valas e buracos.

  • Dirigir, frear, acelerar, mudar as marchas e manobrar suavemente.

  • Evite sentar-se curvado, inclinar-se constantemente para a frente ou para o lado, ou conduzir com as costas tortas.

  • Fazer pausas regulares, para evitar estar sentado na mesma posição durante demasiado tempo.

  • Não saltar da máquina, nem fazer quaisquer movimentos irregulares que possam travar as suas costas.

  • Evitar levantar e transportar cargas pesadas.

  • Comunicar ao seu patrão se sentir alguma dor nas costas.

Se sentir dores nas costas

Evite atividades que agravem as dores nas costas. No entanto, é melhor manter-se ativo, uma vez que as dores nas costas raramente são graves.

Experimente métodos simples de alívio das dores para ajudar a superá-las, mas consulte o seu médico se estiver preocupado ou se a dor persistir ou se agravar subitamente.

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