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Pá Carregadeira, aprendendo a usar corretamente

09/08/2014
Enviado por Paulo Tagliaferri

Você sabia que por mais que o operador seja experiente ele pode diminuir a vida útil de uma pá carregadeira e sacrificar a produtividade através de uma operação indevida de certas funções ou utilizar o equipamento de maneira a forçar o desgaste prematuro de determinados componentes? Os riscos aumentam quando um o operador assume os comandos dos controles com desconhecimento.

Todos os fabricantes enfatizam a importância do treinamento de operadores independentemente dos seus níveis de experiência. Por isso alguns fabricantes, em conjunto com seus concessionários, oferecem programas de treinamento, após a compra de uma nova máquina. Se o operador for treinado antes da entrega, uma porção de problemas podem ser evitados.

Como todo ser humano, o operador não se dá conta de que ele pode estar usando a máquina de forma incorreta, ele se utiliza de suas experiências anteriores e acha que está tudo bem. Mas se ele não for treinado adequadamente e desconhecer as novas tecnologias, ele operará a carregadeira, como se fosse uma máquina construída na década de 70. As tecnologias estão mudando muito rápido e reciclagens sobre a matéria são fundamentais.

As funções das carregadeiras podem diferir entre as diferentes marcas. Certifique-se sempre que o operador foi treinado no equipamento e conhece todas as suas funções, caso contrário ele estará acionando as teclas a esmo. O treinamento do operador é fundamental.

O manual do operador é um recurso inestimável, o operador deve ler e reler o manual que descreve as técnicas adequadas, informando sobre recursos que podem melhorar a produtividade e conforto do operador. O tempo investido em estudar o manual pode ter retorno significativo para o proprietário no sentido de obter maior produtividade.

Abaixo examinaremos algumas áreas problemáticas, associados à operação de pá carregadeira, juntamente com algumas sugestões.

As áreas de desgaste mais comuns nas carregadeiras são os pinos dianteiros, caçamba, dentes e placas desgaste inferiores. Os desgastes são acelerados por falta de manutenção em geral. Por exemplo, a falta de lubrificação nos pinos da articulação irão acelerar o desgaste e vida útil dos mesmos, é importante seguir o guia de lubrificação e outras orientações de serviço prescritas no manual do operador.

Cuidado com a caçamba, um descuido pode custar caro! Certifique-se de reformar ou substituir as facas e placas de desgaste na parte inferior da caçamba antes de começar a perfurar a mesma. Se nada for feito, o consumo do equipamento frontal pode custar um monte de dinheiro antes do esperado.

A escolha da caçamba também pode afetar seu desgaste global e consumo na extremidade frontal da máquina. Se a caçamba não penetrar facilmente no material, o operador acaba acelerando e forçando mais, ocasionando um maior estresse nos os pinos e buchas, enfraquecendo a caçamba como um todo. O desgaste dos pinos e buchas aumentarão, bem como custos adicionais de combustível, etc.

Selecionando caçambas específicas e adequadas para cada aplicação do material, a operação será mais eficiente, minimizando o desgaste destes componentes.

O sistema de freios das carregadeiras (exceto em máquinas hidrostáticas) trabalham com o atrito, gerando muito calor. Se os freios forem aplicados excessivamente, ocorrerá superaquecimento e desgaste prematuro, resultando em falhas no sistema. As causas mais comuns são:

• operadores inexperientes correndo demais, fazendo paradas abruptas, curtas e intermitentes.

• operadores distraídos fazendo aplicação não intencional por "descanso do pé" nos pedais de freio

• operador estressado ​​(sob pressão, quanto à produtividade) pisa forte no acelerador e em seguida aciona o freio, forçando uma parada em uma menor distância.

Para prolongar a vida útil dos freios recomenda-se treinar os operadores para desacelerar mais cedo e permitir que o peso da máquina e a carga utilizem a inércia e o atrito antes de aplicar os freios.

Também é importante entender como usar eficazmente o mecanismo de "declutch" da transmissão. Uma porção de operadores estão utilizando mal o desengate.

O "declutch" neutraliza a transmissão durante o ciclo de frenagem. Ao acioná-lo, colocamos a transmissão em neutro toda vez que pisamos no freio. Ao pisar no freio, priorizamos o fluxo hidráulico da máquina, aumentando a velocidade do implemento frontal - a máquina não estará forçando o freio.

Se os operadores utilizarem o desengate corretamente, eles liberarão a transmissão e não haverá esse efeito de empurrar, priorizando o sistema hidráulico, e produzindo economia.

O desgaste da transmissão e dos pacotes das embreagens das marchas pode ser uma preocupação, dependendo de como a máquina está sendo operada. O deslocamento inadequado pode causar desgastes adicionais.

As inversões de sentido em alta velocidade são uma prática comum. A inversão de sentido sem o uso de freios, sobrecarregará o conversor de torque e a transmissão devido a inércia. O operador ao inverter o sentido da carregadeira, com o pé no acelerador,força o conjunto para frente e repentinamente muda de direção, que fará com que todo o sistema absorva o tranco, provocando superaquecimento e desgastes dos componentes.

O operador com o intuito de obter tempos de ciclo mais rápidos, acaba provocando falha prematura de componentes muito caros, por isso os fabricantes estão tendo estudado maneiras de frear sem a intervenção do operador.

Transmissão OptiShift , usadas em carregadeiras grandes da Volvo, permitem que o operador faça mudanças direcionais em altas velocidades, mas sempre protegendo o equipamento. “Isto é chamado de reverter por frenagem”. Um computador detecta essa reversão em alta velocidade, acionando automaticamente os freios e parando a máquina. Assim, mesmo que o operador tenha esse mau hábito, poderá continuar operando normalmente e máquina vai cuidar do problema e protege-lo de si mesmo.

 

Carregadeira Volvo L220G

Funções adicionais automatizadas estão sendo incorporadas nas pás carregadeiras para proteger os componentes críticos do sistema. As carregadeiras da John Deere são projetadas para proteger o equipamento contra sobreaquecimento. Quando um sistema superaquece (como o motor ou transmissão), o motor vai entrar em um modo de potência reduzida para evitar mais danos, nas mais recentes se os eixos superaquecerem, o operador é imediatamente alertado.

 

Carregadeira John Deere 524K

As carregadeiras "inteligentes" de hoje podem avisar os operadores como ocorrem os problemas. Os sensores são configurados para transmitir dados (temperatura, nível de fluido, pressão) de sistemas operacionais críticos e o operador através do painel de instrumentos / display, monitora tudo. As luzes, indicadores e alarmes são projetados para chamar a atenção do operador para que os problemas possam ser identificados e tratados antes que ocorram os danos.

Alguns operadores de carregadeira ignoram o período de aquecimento do motor e componentes, recomendados na inicialização da jornada de trabalho, prejudicando o motor e o sistema hidráulico.

A partida a frio é critica, porque o óleo em baixa temperatura não lubrifica corretamente e é mais denso, dificultando seu percurso nos componentes internos, sempre aqueça a máquina se cuidarmos deste detalhe a vida útil dos componentes vai aumentar. Certifique-se de examinar todos os níveis de fluido a manutenção diária é fundamental.

Siga sempre as orientações do fabricante, lembre-se também do sistema hidráulico e eixos eles demorarão um pouco mais para atingir a temperatura do desempenho total.

Após a jornada de trabalho devemos deixar o motor esfriar por um mínimo de três minutos. A maioria dos grandes motores a diesel agora são alimentado por turbo. A velocidade de um turbocompressor pode alcançar a média de 40.000 a 50.000 RPM e se desligarmos o motor repentinamente, o turbo ainda estará girando a 40.000 RPM. Neste momento o óleo já não vai lubrificar o turbocompressor e este vai sobreaquecer, gerando desgaste prematuro, e reduzindo a vida útil desse componente muito caro.

Uma série de fatores pode causar o desgaste prematuro e falha nos pneus da carregadeira.

Operadores inexperientes gostam de patinar os pneus, o que é uma das piores coisas para a máquina. Uma vez que eles perdem a tração, eles estão fazendo mais trabalho. O diferencial entra em ação e se desgasta. Se o diferencial for automático vai sentir que as rodas patinam e aplica automaticamente os bloqueios do diferencial, diminuindo o desgaste dos pneus e proporcionando maior tração para uma maior produtividade.

A pressão incorreta é outra causa comum de excesso de desgaste. Estabeleça e mantenha um programa regular de verificação na pressão de inflação dos pneus. As verificações e ajustes a frio devem ser feitos pelo menos uma vez por semana. Verificações a quente devem ser feitas duas vezes ao dia, permitindo um controle dos problemas que podem surgir, como vazamentos ou aumentos anormais de pressão, provenientes do superaquecimento dos pneus. NUNCA retire o ar de um pneu quente (”sangria”).

Para combater este problema, existe no mercado um sistema de monitoramento da pressão dos pneus integrado, para alertar o operador de um problema de baixa pressão nos pneus.

Às vezes, em alguns casos, a patinagem dos pneus não e culpa do operador e sim dos pneus. Um pneu do tipo errado para a aplicação pode provocar patinagem por não fornecer a aderência necessária. É importante combinar pneus corretos para garantir a sua vida útil ideal no serviço. Cuidado para não colocar pneus desgastados e de diferentes medidas no mesmo eixo motor.

Algumas boas práticas podem ser seguidas:

  • Evite depressões (facões) quando dirigindo de uma área de trabalho para outra.
  • Dirija lentamente. Pneus de carregadeiras são relativamente espessos e rapidamente geram
  • alta temperatura, resultando em separação de rodagem.
  • Se houver necessidade de lastração, siga as recomendações conforme as especificações.
  • Evite patinagem dos pneus.
  • Para evitar danos nos costados dos pneus (laterais), certifique-se de que a largura total da caçamba é maior do que a distância entre as extremidades externas dos pneus dianteiros.
  • Se a pá carregadeira for usada em operação de transporte, não exceda o fator de capacidade de trabalho (FCT) dos pneus.
  • Use a caçamba para limpar o caminho, não somente para seu veículo como também para benefício de outros veículos.
  • Evite subir no material a ser carregado.
  • Efetue os carregamentos da carregadeira frontalmente (não articulada) bem como o carregamento dos caminhões.

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