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A importância do Certificado

15/05/2015
Enviado por Marcus Lacerda

O mercado de trabalho vem passando por profundas mudanças estruturais e a cada dia que se passa exige mais conhecimento específico e qualificação dos profissionais. Isto não é apenas uma tendência. É uma realidade.

A contratação de novos trabalhadores em diversas áreas está diretamente ligada com o seu conhecimento prévio, porém com uma diferença bem distinta de tempos atrás: não basta mais apenas saber ou ter experiência na carteira. É preciso estar certificado. 

Com a chegada de novas tecnologias nos equipamentos pesados as empresas agora necessitam de profissionais que compreendam todos os recursos que o equipamento possui. Para adquirir estes conhecimentos somente uma sala de aula com um instrutor qualificado poderá suprir esta necessidade. Estas tecnologias não são transmitidas como antigamente, ou seja, através do operador mais experiente. 

A necessidade do certificado porém não elimina a necessidade da experiência dos operadores antigos. Pelo contrário, um operador que já possui vários anos de campo tende a melhorar ainda mais a sua qualidade de operação quando passa por um curso formal e obtém novos conhecimentos. 

A exigência de um certificado não é apenas uma demanda das empresas. O Ministério do Trabalho, através das normas regulamentadoras NR11 e NR12 também exige que o operador para exercer sua profissão tenha um certificado de qualificação. Segundo estas normas o certificado tem validade de um ano a partir da sua data de emissão.

Novas tecnologias como gestão e análise de fluidos, monitoramento remoto e telemetria, gerenciamento eletrônico do motor e dos modos de trabalho e operação guiada por satélite são algumas das novidades que boa parte dos nossos operadores ainda não incorporou no seu currículo.

Mas a grande pergunta que a maioria dos operadores devem estar se fazendo agora é também difícil de responder. Aondo achar um curso que me prepare e me certifique com o perfil que o mercado exige? Infelizmente no Brasil ainda não temos muitas escolas preparadas para este novo desafio. Portanto não é fácil achar um curso que trate de temas tão específicos como os citados acima. 

Esta é a nossa realidade. Se não temos operadores certificados também não temos muitas opções de escolas preparadas. É importante que os fabricantes tenham a iniciativa de levar a suas novas tecnologias para o mercado. Estamos falando de investimentos em treinamentos que possam trazer conhecimentos reais ao trabalho dos operadores. O Brasil é muito grande. Será um grande desafio preparar de forma consistente e constante os nossos operadores. Nós da OPERACTION acreditamos que isto é possível. E estamos trabalhando para que esta nova realidade faça parte da rotina dos nossos operadores. 

Certifique-se. Busque novos desafios. Este é o caminho.


Brincando de Video Game

31/03/2015
Enviado por Marcus Lacerda

Será que o treinamento de operadores de máquinas pesadas em simuladores pode eliminar o treinamento convencional em salas de aula e prática de campo no próprio equipamento? É o que iremos analisar nesse post.

A utilização do treinamento em sala de aula e em campo na presença do equipamento sempre foi um desafio. Esta estrutura sempre foi muito cara para os padrões brasileiros, afinal, o custo hora de uma máquina pesada é muito elevado.

A demanda por treinamentos de operadores vem crescendo de forma acentuada a uma taxa anual de 15,5% no período de 2008 a 2014. Impulsionada pelo valor médio do salário ofertado a estes profissionais, o maior acesso ao crédito e o grande volume de máquinas vendidas neste período, a profissão de operador de máquinas está em evidência e hoje é vista como uma excelente ocupação no mercado de trabalho.

O problema é que para se formar este tipo de profissional é necessário investimento em treinamento. Trata-se de uma ocupação com perfil técnico. Em um passado recente, um operador era formado pela experiência de outro operador. Eram ensinamentos como “de pai para filho”. Baixa informação técnica e alto foco na prática. E este é o quadro que temos hoje. Operadores formados no campo sem qualificação teórica adequada.

A maioria de nossos operadores não possui escolaridade de ensino médio completa, gerando uma distorção relevante. Para piorar a situação não existe no Brasil, por parte do governo, uma regulamentação de habilitação de máquinas pesadas. Acreditem muitos operadores destes enormes equipamentos não possuem qualquer tipo de habilitação, operam de qualquer maneira, sem treinamento de pessoal técnico qualificado e ou homologado pelas autoridades, e o que acontece? Vários acidentes por todo o país sejam no campo, na cidade ou nas rodovias (Lembrando apenas que não existem estatísticas oficiais sobre este tema), além da baixa produtividade e do elevado custo operacional.

Há alguns anos, com a evolução nos programas de computação surgiram vários games relacionados primeiramente com tratores agrícolas (Sin Farm) e depois jogos com máquinas pesadas, principalmente escavadeiras hidráulicas e pás carregadeiras. O progresso foi grande e hoje existem dezenas de jogos e simuladores disponíveis gratuitamente na internet, a qualidade varia conforme a plataforma, nível de programação e detalhamento 3D. A carência de cursos especializados no mercado aliada às recentes normas regulamentadoras impostas pelo governo levaram a alguns fabricantes a importarem simuladores existentes como solução definitiva. Mas a realidade não é bem assim.

Como funcionam os simuladores.

Simuladores populares (games) são jogos adaptados para o treinamento. Podem ser feitos em grupo ou individualmente. Junto com um computador de alto desempenho, são fornecidos uma ou varias telas, um volante (depende do equipamento treinado), dois manipuladores e em alguns casos pedais de controle. Os exercícios são básicos, virar a esquerda, virar a direita, levantar os implementos, simular locomoções, manobras, carregamento. Geralmente um instrutor acompanha uma turma de aproximadamente 10 alunos.

A realidade virtual deixa a desejar. O aluno acaba frustrado, pois se sente em sala de aula e como o joguinho termina rapidamente são necessárias varias repetições do mesmo exercício. É útil apenas para operadores principiantes no entendimento dos movimentos básicos.

Simuladores mais sofisticados (de elevado custo de aquisição) são softwares com maior nível de detalhamento do equipamento e ambiente de trabalho. O treinamento é individual em cabines com ou sem ar condicionado. Junto com um computador de alto desempenho, são fornecidos em uma ou várias telas, plataforma oscilantes (force feedback), um volante, dois manipuladores e em alguns casos um pedais de controle. A realidade virtual é melhor, mas varia de acordo com o fabricante do  simulador. Os exercícios e operações são mais sofisticados e obedecem a critérios didáticos / pedagógicos. Contém operações como embarque de equipamentos, carregamento e transporte de rochas e pedras em terrenos instáveis, deslocamentos em geral, escavações, dentre outros. Estes procedimentos são pontuados pelo programa que obriga o operador a repetir quantas vezes for necessário. Um instrutor técnico acompanha cada aluno, o que faz com que o custo final também fique em patamares elevados, pois a dedicação de um instrutor em tempo integral também gera altos custos.

A realidade virtual ainda deixa a desejar. Os painéis de instrumentos são genéricos com poucos recursos presentes no equipamento real. O aluno acaba frustrado, pois falta a física real dos movimentos nas operações. Não há ajustes e informações detalhadas como peso e densidade e variação dos materiais, estabilidade operacional e deformação em caso de choques, configurações avançadas do equipamento. Constatamos que estes recursos ainda não esta presentes nas versões mais atuais disponíveis no mercado. Tagliaferri, instrutor da Operaction, resume um bom simulador: “o simulador é bom quando o operador sente medo de manuseá-lo”.

Ressaltamos que em futuro breve novas versões de simuladores serão incorporadas ao mercado e em breve os mesmos serão iguais aos simuladores da fórmula 1 e aeronáuticos, com grande proximidade da realidade. Mas é importante lembrar que, até nos simuladores mais sofisticados, como os aeronáuticos, as horas destinadas ao simulador não são computadas como horas de voo. Ou seja, um piloto de avião, para adquirir experiência, deve pilotar o avião real. O simulador é um complemento para a sua formação técnica.

Os fornecedores destes simuladores, no afã de vendê-los, alardeiam economia de combustível, aprendizado mais rápido, redução de risco de acidentes e principalmente redução do custo do treinamento. Mas o mais importante sempre é omitido: a necessidade da interação e contato com o equipamento real, fundamentais para uma correta formação técnica e prática.

Um curso de máquinas pesadas baseado unicamente em simuladores não preenche todos os requisitos necessários aos nossos operadores. O cheiro do diesel, a poeira, o som do motor, o tato nas alavancas de comando ainda são essenciais para o aprendizado. Sem isto, não há operador. Apenas um jogador de vídeo game.

Aqui no OPERACTION utilizamos o método clássico: sala de aula + treinamento de campo. Consideramos que os atuais simuladore ainda não oferecem uma gama de conteúdo capaz de substituir o equipamento. Mas estamos atentos a todos os movimentos tecnológicos e, em um futuro próximo, certamente estaremos presentes com este recurso. 

Veja os melhores simuladores do mercado:

Caterpillar

 

Volvo (Orix)

 

 John Deere

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