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Emplacamento de máquinas no Brasil: regulamentação de fachada

01/07/2015
Enviado por Marcus Lacerda

Emplacamento de máquinas no Brasil é um assunto antigo e até hoje sem respostas efetivas. Nosso país tem o péssimo hábito de escolher sempre o caminho mais curto sem o devido aprofundamento e estudos necessários para promover regulamentações que realmente tragam benefícios para todos.

A última iniciativa referente a este assunto está hoje no Senado em Brasília e em breve teremos uma lei que regulamentará os registros de máquinas pesadas e agrícolas dentre outras novidades para o segmento.

Na última semana foi aprovada na Câmara dos Deputados em Brasília a Medida Provisória 673 que regulamenta o emplacamento (ou o não emplacamento) de máquinas no Brasil. Esta MP (Medida Provisória) foi criada para encerrar de vez com a necessidade de emplacamento de máquinas agrícolas, uma vez que os agricultores, representados pela bancada ruralista, alegam que o emplacamento geraria mais custos aos seus produtos finais.

Esta MP tem como objetivo principal a regulamentação de futuros registros mas é voltada, basicamente, para o trânsito de máquinas em rodovias públicas. Isto significa que a regulamentação da atividade fim, que observa os equipamentos nos canteiros de obras, pátios de movimentação de carga e outras atividades não serão contemplados neste momento. Pior, continuaremos sem a principal regulamentação que tanto necessitamos: os direitos e obrigações dos operadores de máquinas que continuarão timidamente regidos pelas NR´s.

 

 

Depois de passar pela Câmara na última semana (23/06/2015) a MP 673 seguiu para o Senado para apreciação, possíveis alterações de texto e aprovação. E alterações no texto aconteceram especialmente para as máquinas de construção e pavimentação. No texto original da MP673 estava previsto o seguinte:

§ 4º Os aparelhos automotores destinados a puxar ou a arrastar maquinaria de qualquer natureza ou a executar trabalhos de construção ou de pavimentação são sujeitos, se transitarem em via pública, ao registro e ao licenciamento da repartição competente.

§ 4º-A. Os tratores e demais aparelhos automotores destinados a puxar ou a arrastar maquinaria agrícola ou a executar trabalhos agrícolas são sujeitos ao registro único em cadastro específico da repartição competente, dispensado o licenciamento e o emplacamento.

Em resumo, o texto dispensava as máquinas agrícolas de emplacamento porém afirmava esta obrigatoriedade para máquinas de construção ou pavimentação.

O novo texto, alterado no Senado, diz o seguinte:

§ 4º Os aparelhos automotores destinados a puxar ou a arrastar maquinaria de qualquer natureza ou a executar trabalhos de construção ou de pavimentação são sujeitos ao registro na repartição competente, se transitarem em via pública, dispensados o licenciamento e o emplacamento.

§ 4º-A. Os tratores e demais aparelhos automotores destinados a puxar ou a arrastar maquinaria agrícola ou a executar trabalhos agrícolas, desde que facultados a transitar em via pública, são sujeitos ao registro único, sem ônus, em cadastro específico do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, acessível aos componentes do Sistema Nacional de Trânsito.

Esta nova alteração afeta diretamente as máquinas de construção e pavimentação, pois desobriga em lei o emplacamento bem como o recolhimento de IPVA, seguro DPVAT e outras taxas aplicáveis.

Sem uma legislação específica e eficaz ainda conviveremos com um elevado número de acidentes de trânsito envolvendo máquinas pesadas, em especial as máquinas agrícolas presentes em maior número nas nossas rodovias. A falta de regulamentação implica em utilização do equipamento por pessoas não qualificadas e preparadas. Esta realidade impacta diretamente nos índices de acidentes. Um operador mal preparado ou sem qualificação se expõe com mais frequência a situações de perigo.

Outro problema relativo ao não emplacamento está no “registro na repartição competente”. Afinal, quais são as repartições competentes e quais são as exigências para se registrar uma máquina? Estas perguntas são apenas o início de uma série de indagações que virão em breve.

De acordo com a Deliberação 137 de 07 de junho de 2013 do CONTRAN que altera a Resolução 14/98 as máquinas de construção e pavimentação e máquinas agrícolas necessitam dos seguintes itens de segurança para registro:

Art. 1o Alterar o inciso VI do Art. 1o da Resolução CONTRAN no 14/98, que passa a vigorar com a seguinte redação:

“VI) nos tratores de rodas, de esteiras e mistos:

1) faróis dianteiros, de luz branca ou amarela;

2) lanternas de posição traseiras, de cor vermelha;

3) lanternas de freio, de cor vermelha;

4) lanterna de marcha à ré, de cor branca;

5) alerta sonoro de marcha à ré;

6) indicadores luminosos de mudança de direção, dianteiros e traseiros;

7) iluminação de placa traseira;

8) faixas retrorrefletivas;

9) pneus que ofereçam condições mínimas de segurança (exceto

os tratores de esteiras);

10) dispositivo destinado ao controle de ruído do motor;

11) espelhos retrovisores;

12) cinto de segurança para todos os ocupantes do veículo;

13) buzina;

14) velocímetro;

15) registrador instantâneo e inalterável de velocidade e tempo para veículos que desenvolvam velocidade acima de 60 km/h;

16) pisca alerta.”

Art. 3Faculta-se o trânsito, em via pública, aos veículos destinados a puxar ou arrastar maquinaria de qualquer natureza ou a executar trabalhos agrícolas e de construção, de pavimentação ou guindastes (máquinas de elevação) desde que possuam:

I - os itens de segurança previstos no Art. 1º desta Deliberação;

II - capacidade de atingir a velocidade mínima de 40Km/h, e;

III - dimensões máximas de 2,80m de largura, 4,40m de altura e 15,00 m de comprimento.

Art. 4Para fins de fiscalização os itens 7, 8, 9, 10, 11, 12, 13,14, 15 e 16 previstos no art. 1° serão exigidos em 360 dias após a publicação desta Deliberação (07/06/2013).

A MP673 derruba, pelo menos em parte, a resolução do CONTRAN 429 de 05 de dezembro de 2012 que delibera sobre a necessidade de emplacamento a partir de 1o de janeiro de 2013. Acontece que, por falta de estrutura técnica, alguns DETRANS não foram capazes de incluir no sistema RENAVAM os equipamentos agrícolas e de construção. Esta falha operacional fez com que as autoridades competentes não executassem uma fiscalização ostensiva levando assim a resolução 429 ao esquecimento.

Ainda esperamos pelo texto final do senado e a sanção da presidência da república. Mas uma coisa é certa: o emplacamento de máquinas no Brasil é coisa do passado. Ainda, de acordo com o texto, a exigência destes registros está prevista para 1º de janeiro de 2016 somente para máquinas novas. Bom, e o que fazer com o atual parque de máquinas? Pergunta sem resposta por enquanto.

Temos que ficar atentos agora com os processos de registros destes equipamentos bem como as exigências de qualificação para os operadores. Hoje, de acordo com a MP, há a necessidade de habilitação com carteiras C, D ou E para trânsito em vias públicas para os equipamentos de construção e pavimentação e carteira B para os tratores agrícolas. Mas ainda há muita água para passar debaixo desta ponte. Mudanças virão e estamos atentos a estas regulamentações.

O Brasil precisa dar o primeiro passo neste tema. Não podemos ficar mais a mercê de interesses localizados na condução das regulamentações necessárias. Quando comparamos o nosso atual estágio com os Estados Unidos, por exemplo, notamos que não fizemos absolutamente nada. Estamos parados no tempo.

Não concordamos com a cobrança de mais impostos e taxas para a regulamentação de máquinas no Brasil. Estes equipamentos são necessários para a manutenção e geração de serviços essenciais para a nossa sociedade. Defendemos uma regulamentação clara, simples e efetiva que possa trazer informações importantes sobre a nossa frota atual, índices reais e detalhados de acidentes e principalmente informações sobre os nossos operadores que, ao que nos parece, não estão sendo levados em conta neste momento.

Se continuarmos assim teremos sempre regulamentações de fachada que não servem para nada. Isto é muito pouco para um país que deseja ser grande um dia.


Placa de identificação

08/04/2015
Enviado por Marcus Lacerda

O número de série do equipamento. Na hora de comprar uma máquina ou uma peça, tenha sempre estas informações à mão. 

Quando adquirimos um equipamento pesado, encontramos uma plaqueta de identificação informando o nome do fabricante, numero do chassi, numero do motor e outros dados importantes.

Exemplo plaqueta de identificação:

Lembramos que o número de série de seu equipamento é único não importando o fabricante ou o modelo.

Cada fabricante adota uma maneira para identificar seus produtos. Composto por uma sequência de letras e números, este código registra o modelo, fabricante e o ano de fabricação da máquina.

Estes dados estão colocados numa plaqueta de alumínio, situado no chassi do lado esquerdo. Para efeitos de segurança existem também números de serie estampados em outros pontos no chassi.

Observe sempre se o número não foi alterado / raspado ou houve tentativa de rasura no mesmo, pois a máquina pode estar com alguma pendência financeira ou judicial e o pior: ser roubada.

Não existe obrigatoriedade de documento estadual ou federal para  a aquisição da máquina. A nota fiscal segue sendo o único documento que assegura a sua propriedade.


Máquinas pesadas e seus pontos cegos

30/03/2015
Enviado por Marcus Lacerda

Ponto cego, você já ouviu falar nele ou parou para pensar?

Ponto cego é uma obstrução parcial ou total no campo de visão de um operador de máquinas pesadas. Que tanto pode estar operando uma motoniveladora, dirigindo um carro ou  estar andando tranquilamente na cozinha de sua casa e simplesmente bater a cabeça no armário.

O braço, uma das principais partes de uma escavadeira, encontra-se na frente da maquina. Na maior parte dos casos é o principal vilão da história, pois esta é uma das partes que mais criam pontos cegos neste equipamento.

Na parte de trás encontramos o contrapeso que praticamente tampa a sua visão traseira.

Imagine-se sentado no banco do operador com estes conjuntos obstruindo parcialmente sua visão. Dependendo da posição do equipamento, uma pessoa some completamente do campo de visão do operador. Imagine esta ocorrência aliada a um companheiro de trabalho dormindo na parte de trás do equipamento. É acidente na certa você não acha?

Nos equipamentos existem pontos cegos fixos e variáveis. A cabine do operador, gera um ponto cego fixo, pois a cabine não se movimenta. Os principais pontos a serem considerados, são as colunas frontais, laterais e traseiras do compartimento do operador, teto, painel frontal, portas, vidros, espelhos retrovisores, faróis, etc.

Os pontos cegos variáveis, são os braços e seus agregados (Caçamba, porta garfos, pistões, mangueiras, correntes, acessórios etc), que se movimentam para frente e para trás, para cima e para baixo sempre mudando o campo de visão do operador. Quanto mais completa for a maquina, menor será o campo de visão do ao operador.

Nos acidentes onde o ponto cego é o principal vilão, a culpa por várias vezes acaba caindo sobre o operador, que veio a atropelar um pedestre ou até então, derrubou um poste, ou veio a bater a caçamba na carroceria de um caminhão.

A pergunta que quase ninguém faz é: esta pessoa deveria estar aqui, no raio de giro da maquina?

Tudo isso são pontos críticos que muitas vezes só percebemos quando um acidente acontece. Cada empresa tem seus pontos a serem revistos, analisados e melhorados. Hoje nas grandes obras, é quase que inevitável a interação de pedestres com o movimento dos equipamentos, sendo assim, seguem algumas dicas para evitar um possível acidente por atropelamento ocasionado por um ponto cego ou pela falta de observância e cuidados com o mesmo.

1- Veja e seja visto. Esta é uma sequência de melhorias que ajudam e muito na identificação de pessoas e veículos. Falando sobre veículos industriais, existem vários acessórios e procedimentos que indicam para o pedestre, a presença de um equipamento pesado à sua volta. São eles:

Exemplo de Acessórios:

  • Instalar na maquina, luz intermitente de localização (também chamada de piscaflex ou giroflex)
  • Instalar nas máquinas o alarme de marcha ré • Instalar luz de ré complementar de alto brilho. (No exterior, este acessório de luz auxiliar de segurança é chamado de Blue Spot)
  • Instalar faixas refletivas em volta dos equipamentos
  • Certificar-se do funcionamento da buzina ( no check list)
  • Sempre buzinar antes de ligar o equipamento.
  • Transitar com as máquinas sempre com os faróis acesos. ( dia e noite)
  • Respeitar os limites de velocidade estipulados pela sua empresa.

Em ambientes escuros ou que devido ao processo ofereçam má iluminação, use coletes refletivos, estes ajudarão na sua identificação.

De acordo com a Operaction, outra medida que aumenta a segurança é o treinamento. Conforme informações divulgadas pelo centro, após a realização de um curso de prevenção de acidentes para operadores de motoniveladoras de uma empreiteira, que incluiu a análise das áreas cegas, foi verificada uma redução de 50% dos sinistros.

Uma solução tecnológica  muito simples já está sendo adotada em algumas máquinas mais novas promete acabar para sempre com esse incômodo.

O equipamento nada mais é do que um sistema que monitora os pontos cegos do veículo, avisando o motorista, por meio de uma pequena câmera, se há ou não algum veículo ou objeto no raio de visão não contemplado pela sua visão.

Uma curiosidade. Você sabe qual é o índice de visibilidade de sua maquina? Abaixo o gráfico mostrando os pontos cegos de uma motoniveladora.

 


Seleção de caçambas

11/03/2015
Enviado por Marcus Lacerda

 

Como regra geral, caçambas largas são utilizadas para escavar solos macios e caçambas estreitas são usadas em materiais mais duros. Em solos rochosos, duros, o raio de ponta também tem ser levado em conta quando da seleção de caçambas. As caçambas de raio curto fornece uma força maior de penetração do que as de raio longo, que geralmente são usadas para carregamentos. Uma regra básica ao selecionar uma caçamba para material duro é escolher um modelo estreito com o menor raio.

 

 

 

Outros fatores, como perfil do fundo da vala, de largura, tamanho facas laterais, ou curvatura traseira também podem influenciar na seleção de caçambas para uma escavadeira.

 


Fresagem asfalto

30/10/2014
Enviado por Paulo Tagliaferri

DEFINIÇÃO

Fresagem a frio consiste no corte ou desbaste de uma ou mais camadas do pavimento asfáltico por meio de processo mecânico a frio. É realizada através de cortes por movimento rotativo contínuo, seguido de elevação do material fresado para caçamba do caminhão basculante.

A fresagem deve produzir uma superfície de textura aparentemente uniforme, sobre a qual o rolamento do tráfego seja suave.

A superfície deve ser isenta de saliências diferenciadas, sulcos contínuos e outras imperfeições de construção, quando o pavimento permitir.

A fresagem de pavimento tem como finalidade a remoção de pavimentos previamente à execução de novo revestimento asfáltico. É executada em áreas com ocorrência de remendos em mau estado, áreas adjacentes a panelas, rupturas plásticas e corrugações, áreas com grande concentração de trincas e outros defeitos.

A fresagem do pavimento aplica-se também na remoção revestimento betuminoso existente sobre o tabuleiro de obras de arte especiais, em áreas de intensa deteriorização, regularização de pavimento de encontros, e como melhoria de coeficiente de atrito nas pistas em locais de alto índice de derrapagem.

A fresagem do pavimento é também a etapa preliminar para a reciclagem de pavimentos asfálticos.

No processo a frio a fresagem é executada sem qualquer pré-aquecimento.

Os serviços descritos nesta especificação abrangem o corte, desbaste, carga, transporte e descarga dos resíduos resultantes da operação de fresagem.

EQUIPAMENTOS

Todos os equipamentos devem ser examinados antes do início da execução da obra e devem estar de acordo com esta especificação. Os equipamentos básicos necessários para execução dos serviços são:

 a)       Máquina fresadora com as seguintes características:

  -capacidade mecânica e dimensões que permitam a execução da fresagem de maneira uniforme, com dispositivos que permitam graduar corretamente a profundidade de corte;

 -possuir comando hidráulico que permita variações na espessura de fresagem, com uma largura mínima de 0,20 m até a largura de 3,80;

 -capacidade de nivelamento automático e precisão de corte que permitam o controle de conformação da inclinação transversal para satisfazer o projeto geométrico;

 -dispositivo que permita a remoção do material cortado simultaneamente à operação de fresagem, com a elevação do material removido na pista para a caçamba do caminhão basculante;

 -os dentes do tambor fresador devem ser cambiáveis e permitir que sejam extraídos e montados através de procedimentos simples e práticos, visando o controle de largura de corte.

 -dispositivo que permita a asperção de água para controlar a emissão de poeira emitida na operação de fresagem

 b)       Caminhões basculantes;

 c)       Vassouras mecânicas;

 d)       Compressores de ar;

 e)       Caminhão tanque de água;

 f)        Miinicarregadeiras;

 g)       Retroescadeira de pneus;

 h)       Materiais de consumo: bits, jogos de dentes.

 EXECUÇÃO

 A remoção do pavimento asfáltico deve ser executada através de fresagem mecânica a frio do pavimento, respeitando a espessura indicada no projeto e a área demarcada previamente.

Quando o material da fresagem for destinado a reciclagem, previamente à fresagem deve ser

retirado o excesso de sujeira e resíduos da superfície do pavimento, por meio de varrição

mecânica.

O material resultante da fresagem deve ser imediatamente elevado para carga no caminhão e

transportado para o local em que for reaproveitado ou para o bota-fora.

Os locais de estocagem devem ser previstos no projeto ou em locais obtidos pela construtora e devidamente aprovados pela fiscalização.

Na ocorrência de placas de material de revestimento devido à variação de espessura da camada de revestimento a ser removida, deve-se aumentar a profundidade da fresagem para eliminação desses resíduos.

Durante a fresagem deve ser mantida a operação de jateamento de água, para resfriamento dos dentes da fresadora e controlar a emissão de poeira.

Para limpeza da área fresada, devem ser utilizadas vassouras mecânicas que disponham de caixa para recebimento do material e jateamento de ar comprimido.

 CONTROLE

  Controle da Superfície Fresada

 A fresagem deve obedecer aos limites da área demarcada previamente.

A superfície fresada deverá apresentar textura uniforme, sendo que os sulcos resultantes não devem ultrapassar a 0,5 cm.

  Controle do Desempeno da Superfície Fresada

 O desempeno da superfície deve ser verificado visualmente, e é considerado satisfatório desde que não se observe caimentos para centro da pista.

  Controle da Espessura Fresada

 Deve-se medir a espessura da fresagem a cada passada, admitindo-se variações de mais ou menos

 0,3 cm em relação à profundidade indicada no projeto.

 CONTROLE AMBIENTAL

Os procedimentos de controle ambiental referem-se à proteção de corpos d’água, da vegetação lindeira e da segurança viária.

 Os seguintes procedimentos devem ser observados na execução da fresagem do pavimento:

    a ) Devem ser implantadas a sinalização de alerta e de segurança de acordo com as normas  pertinentes aos serviços;

     b) Deve ser proibido o tráfego desnecessário dos equipamentos fora do corpo da estrada para evitar danos desnecessários à vegetação e interferências na drenagem natural;

     c) Aas áreas destinadas ao estacionamento e manutenção dos veículos devem ser devidamente sinalizadas, e localizadas de forma que os resíduos de lubrificantes ou combustíveis não sejam carreados para os cursos d’água. As áreas devem ser recuperadas ao final das atividades;

    d) Todos os resíduos de lubrificantes ou combustíveis utilizados pelos equipamentos, seja na manutenção ou operação dos equipamentos, devem ser recolhidos em recepientes  adequados e dada a destinação apropriada;

    e) Caso o material fresado não venha a ser utilizado na execução de novos serviços e venha a ser estocado, deve-se nivelar o terreno do estoque, de modo permitir a drenagem conveniente da área e a retirada do material fresado quando necessário.

    f) E obrigatório o uso de EPI, equipamentos de proteção individual, pelos funcionários.

CRITÉRIOS DE MEDIÇÃO

 O serviço deve ser medido em metro cúbico de fresagem asfaltica.

 O volume é calculado multiplicando-se a extensão obtida a partir do estaqueamento pela largura da seção transversal e espessura de projeto dos locais efetivamente fresados.

 


Amarração de Maquinas que percorrem longas distâncias

23/10/2014
Enviado por Paulo Tagliaferri

Um assunto que interessa a todo caminhoneiro e operadores e garante a segurança do frete.

A amarração de cargas é praticada todos os dias por milhares de motoristas e com certeza você, operador, sabe que é muito arriscado fazer uma viagem se a sua carga não estiver bem amarrada – o risco de perdê-la é grande, além de gerar lentidão nas viagens e insegurança a outros veículos nas estradas. É claro que a amarração mal feita não é o único causador de acidentes nas rodovias, mas a falta de normas técnicas e procedimentos para amarração e consolidação da carga contribuem para aumentar esses tristes números. É comum vermos muitas cordas em ação, cabos de aço, em alguns casos de máquinas pesadas o uso de correntes de aço e, mais recentemente, o uso de cintas de amarração com catraca. Mas lembre-se: não basta a utilização dos melhores equipamentos se não forem conectados de forma segura na carga e no veículo de transporte! Para melhor compreendermos a sistemática dos acidentes de transporte e a solução de contenção da carga, temos que levar em conta: forças físicas, estruturas veiculares, correta distribuição da carga, equipamentos de amarração (cabos de aço, cintas têxteis, correntes e cordas) e pontos de conexão na carroceria. Quando estamos no interior do caminhão em movimento, ao frear, arrancar ou fazer curvas, por exemplo, forças invisíveis atuam em nossos corpos e em tudo que estiver no veículo de transporte, inclusive a carga. Dessa forma é possível calcular a resistência dos equipamentos utilizados, além de algumas características adicionais como a força de pré-tensionamento.

 

 

A resistência dos equipamentos de amarração é importante, mas o que mais conta é a força aplicada e a manutenção desta força durante o transporte. É comum vermos caminhões rodando nas estradas com cintas e cordas afrouxadas, o que significa que a carga está totalmente solta e se uma situação emergencial de frenagem ocorrer, a carga iniciará o deslocamento contra a cabine, muitas vezes perfurando-a, danificando-a e, em alguns casos, causando ferimentos e até a morte dos integrantes. Se os pontos de amarração no veículo não tiverem resistência suficiente, estes podem romper ou entortar causando também acidentes. Notem que é um conjunto de fatores que manterão a segurança do sistema e o motorista deverá ter total controle sobre os mesmos. Equipamentos certos e em dia: Como escolher os dispositivos adequados e saber se eles estão em boas condições após um tempo de uso. Mesmo quando um profissional dispõe dos melhores dispositivos e conhecimento técnico para a amarração, seu trabalho não será eficiente se não souber fazer a escolha certa dos equipamentos e, também, se não verificar se eles continuam em boas condições após o uso prolongado. É comum encontrarmos cabos de aço, cordas e cintas têxteis, muitos deles de acordo com os padrões exigidos, sendo utilizados sem critérios técnicos e de forma perigosa, aumentando os riscos de acidentes. Apresentamos algumas indicações de como escolher e os principais pontos que devem ser verificados para descobrir se os equipamentos continuam em bom estado.

Ao comprar os equipamentos de amarração

Todos os equipamentos utilizados em amarração de carga devem trazer identificação permanente e visível com algumas informações: - Nome do fabricante - Carga máxima de trabalho em traçãodireta - Comprimento - Data de fabricação - Número da norma brasileira (NBR) - Código de rastreabilidade

Na compra exija sempre do fornecedor o certificado de garantia da qualidade e o certificado de teste do lote.

Cintas têxteis

São fios trançados de tecido plano que trabalham em conjunto com catracas e os terminais conectados na carroceria do caminhão. Em geral, são fabricados com material sintético, de preferência o poliéster, que apresenta boa resistência ao atrito e baixo alongamento - isto é, estica pouco. Existem cintas de diversas larguras - de 25 a 100 milímetros – usadas de acordo com o peso da carga. Para caminhões, as mais comuns são as cintas de 50 milímetros, para capacidades de carga entre 2 e 2,5 toneladas; e as de 100 milímetros, para cargas superiores a 5 toneladas. Por medida de segurança, nunca se deve ultrapassar o limite estabelecido para cada tipo de cinta. Dicas para usar:- Utilize somente cintas sem danos - Não aplique nós às cintas de amarração - Não utilize cintas de amarração em aplicações de elevação de cargas Quando deixar de usar: - Com danos causados por produtos químicos - Com perfurações, desfiamentos e deformações

Correntes

Devem ser produzidas com aço de alta resistência (grau 80 no mínimo). Na amarração são tensionadas por meio de alavancas ou catracas apropriadas. Dicas para usar: - Utilize somente correntes em bom estado e inspecionadas - Não dar nós nas correntes - Não utilize as correntes em cantos vivos Quando deixar de usar: - Com amassamentos, deformações, corrosão intensa

Cordas

Como são mais comuns no mercado, na hora de comprar cordas para amarração de carga, é preciso observar alguns itens importantes. Preferencialmente deve-se utilizar as cordas trançadas. Diâmetro É a espessura da corda, medida em milímetros ou polegadas. Nas aplicações em que é preciso manter contato da corda com a mão, é importante que se observe a “pega”. Nesses casos, evite cordas com menos de 12 milímetros de diâmetro. Rendimento É a quantidade de metros encontrada em um quilo de corda (metro/quilo). Até cordas de um mesmo diâmetro têm rendimentos diferentes, pois as matérias-primas usadas na sua fabricação possuem pesos diferentes. Nó Evite dar nós, pois eles reduzem a resistência da corda em até 40%. Carga de ruptura É o ponto de rompimento de uma corda quando submetida a um esforço superior a sua resistência. Escolha uma corda que seja adequada ao peso da carga a ser transportada pelo caminhão. A corda não pode trabalhar no seu limite máximo de resistência. Carga de trabalho É a carga média ideal a que uma corda deve ser submetida quando em uso. Este é o padrão correto na escolha de uma corda. Dependendo do grau de riscos empregados no uso de uma corda, ela deve ser usada bem abaixo do seu ponto de ruptura. Isso evita que a corda possa se romper causando acidentes. Elasticidade É a propriedade de alongamento de uma corda, ou o quanto ela estica. Este alongamento (alto ou baixo) resulta de uma combinação da fibra usada para fazer a corda e de como foi tecida. Cordas com elevada elasticidade podem comprometer a segurança pois “perdem o contato” com a carga, permitindo o deslizamento da mesma em freadas bruscas.

Cabos de Aço

Os cabos de aço para amarração são utilizados em catracas fixas ou em combinação com cintas ou correntes de amarração. Dicas para usar: - Utilize somente quando em bom estado e inspecionados - Não aplicar nós nos cabos - Não utilize os cabos em cantos vivos - O uso de laços de cabos de aço com clipes não é recomendado para utilização em amarração de cargas, pois podem escorregar Quando deixar de usar: - Se as presilhas ou olhais estiverem danificados - Com redução do diâmetro, ruptura de arames e amassamentos - Nos casos de corrosão do cabo e seus acessórios. Pontos de amarração Como muitos caminhões não têm pontos de amarração nas carrocerias, muitas vezes os terminais dos equipamentos são conectados em locais que não possuem resistência suficiente, aumentando o risco de acidentes. Caso seu veículo não tenha pontos de amarração com resistência identificada, procure uma empresa especializada que venda terminais basculantes soldáveis com resistência gravada em alto relevo no próprio equipamento.

Não vale a pena se arriscar. Acidentes no transporte rodoviário de cargas costumam ser muito graves e podem colocar em risco a sua vida e a dos demais usuários da rodovia.


Máquina certa no lugar certo. Receita da maior produtividade.

29/09/2014
Enviado por Marcus Lacerda

Ninguém melhor que o operador de máquinas pesadas para saber o quanto o seu equipamento é produtivo. Mesmo que ele não faça as medições de produtividade e custos de operação, o seu sentimento, ao operar um equipamento, é capaz de dizer se aquela máquina é produtiva ou não.

Mas, para obter a máxima produtividade de um equipamento existe um fator é primordial: saber se a máquina está realmente dimensionada para o trabalho que ela irá fazer.  Não falo apenas do porte do equipamento, mas também das suas características de operação. E elas podem variar bastante. Podem ser máquinas de pneus ou esteiras, caçambas ou lâminas, grandes ou pequenas, com alcance curto ou longo, leve ou pesada. Ou seja, existe uma série de características que irão determinar se aquele equipamento é realmente adequado para o trabalho proposto.

Publicamos um vídeo da JCB confrontando uma retroescavadeira com uma miniescavadeira. Neste vídeo, a retro da JCB dá um show de produtividade sobre o outro equipamento. Mas será que uma retro é realmente tão mais produtiva assim?

 

 

Este é motivo deste blog. Discutir as diferentes variáveis que influenciam na escolha de um equipamento e suas respectivas capacidades de trabalho.

Não é nosso objetivo criticar a abordagem feita pela JCB nesta comparação, mas sim chamar a atenção para a metodologia utilizada e as condições de trabalho escolhidas. Existem certos tipos de operação que certamente irão favorecer os trabalhos  com miniescavadeiras e que não foram citadas pela JCB. Querem exemplos? Escavações rentes à muros, escavações em locais de difícil acesso, trabalhos em terrenos com baixa sustentação, escavações mais profundas. Isto para citar algumas apenas. Existem muitas outras situações onde a escolha do equipamento pode determinar sua aplicação.

O vídeo da JCB é de caráter muito mais comercial que técnico. Está certo. Um fabricante vive das suas vendas. Mas, antes de julgar se um equipamento é produtivo para uma determinada operação, faça uma análise detalhada das características que você necessitará para ter a maior produtividade com o menor custo de operação. Em muitos casos, a diferença é tão grande que a execução do trabalho pode gerar um grande prejuízo para o equipamento e para seu bolso.

Convido vocês a assistirem o vídeo no nosso site, na TV OPERACTION a opinarem no nosso facebook (facebook.com.br/operaction) sobre esta assunto.


Os drones e UAVs em breve serão vistos e usados nas obras.

26/09/2014
Enviado por Marcus Lacerda

Estes objetos voadores poderão ser os primeiros a conhecer os canteiros de obras, através de imagens colhidas de cima, estas imagens, mescladas com um programa 3D podem dar uma noção exata dos futuros problemas do terreno escolhido. Hoje estão sendo usados em fotografias aéreas mas no futuro poderão percorrer, em tempo real, o futuro trajeto de uma estrada e fornecer informações topográficas inéditas para os padrões atuais!

Um vídeo teste em uma obra da Odebrecht no parque Tropical em Salvador, mostra detalhes da obra, com vista aérea exclusiva dos edifícios, a vista que os futuros moradores irão ter nos apartamentos e detalhes das maquinas na obra!

 

 

 

Os brinquedos começam com U$ 300 atingem U$ 60.000 conforme as câmeras exigidas!

Veja o vídeo  em alta resolução abaixo.

https://www.youtube.com/watch?feature=player_embedded&v=xLMSx0GjSc4


SafetySense: o controlador wireless para escavadeiras e máquinas pesadas

22/09/2014
Enviado por Marcus Lacerda

Se você é um verdadeiro apaixonado por simuladores, deve saber que existem jogos desse tipo para os mais diversos fins. Há simuladores de voo, de carros, de serviços públicos e até mesmo de equipamentos para a construção civil. Mas se você achava que os controles remotos iam ficar limitados a esses games, está muito enganado. Isso acontece porque os controladores já são uma realidade para os comandos de máquinas de verdade.

Há diversas escavadeiras e perfuratrizes que permitem o controle remoto para melhorar as condições de segurança dos operadores, mas hoje esses controles são limitados a materiais que utilizam cabos para as conexões entre botões e máquinas pesadas. E é exatamente isso que o novo SafetySense da Humanistic Robotics pretende mudar, pois ele traz o fim dos cabos. Pois é, estamos falando de um mecanismo sem fio!

O SafetySense promete garantir que operadores tenham acesso às funções de comando das escavadeiras e outras máquinas sem precisar estar ligado a elas por meio de cabos. Isso pode garantir ainda mais segurança nas operações, uma vez que os responsáveis podem ficar a maiores distâncias e, assim, terem melhor visão do que está acontecendo com os seus equipamentos na construção civil.

 

 

Este controlador é bastante parecido com um controle de Xbox e a Humanistic Robotics garante que em menos de dez minutos é possível que qualquer pessoa consiga operar as máquinas com bastante facilidade. Por enquanto, o SafetySense está em fase de testes e não há previsão para a chegada comercial dele. Mesmo assim, se você se interessa pelo tema é importante ficar atento aos próximos passos da empresa.

 


Cinematismos das Carregadeiras

11/08/2014
Enviado por Paulo Tagliaferri

Para tirar o máximo proveito de uma carregadeira de rodas é preciso combinar a configuração da máquina com o tipo de aplicação. A maioria dos fabricantes oferecem duas opções diferentes de cinematismo dos braços: Z-bar e paralela (versão porta-ferramentas). A escolha correta depende de como você pretende utilizar a máquina.

Cada configuração apresenta vantagens distintas.

Configuração Z-bar

 

A articulação Z-bar é a mais tradicional e tem sido usada desde a invenção das pás carregadeiras. Seu ponto forte e a força de desagregação ao nível do solo. Indicada para escavação pesada e operações padrão, tais como movimentação de terra, agregados, areia, cascalho e pedreiras.

Vantagens

  • Usada na maioria das maquinas equipadas com caçambas.
  • Maior forca de escavação
  • Maior forca de desagregação
  • Menor número de componentes, pinos, buchas, barras e cilindros.
  • Menor consumo de graxa

 

Desvantagens

  • Menor visibilidade frontal, devido à posição do cilindro hidráulico estar no centro do campo de visão do operador.
  • Menor quantidade de acessórios
  • Variação do ângulo da caçamba durante o levantamento dos braços provoca certa dificuldade para operadores inexperientes em manter a caçamba nivelada.

 

Configuração paralela

Se a função principal de sua carregadeira for carregar e descarregar materiais com o uso de garfos de pallet durante 75% de seu tempo ou necessidade de alcance, aqui está sua solução. 

Vantagens

  • Muito útil em aplicações que necessitem de garfos e garras
  • Visibilidade central excelente, durante o manuseio preciso de pellets ou aplicações de assentamento de tubos.
  • Mantém as cargas niveladas durante a elevação dos braços
  • Maior precisão no manuseio de cargas
  • Maior alcance dos braços
  • Os cinematismos paralelos são mais usados pelos fabricantes em carregadeiras compactas, onde os requisitos de precisão, visibilidade e uso garfo tendem a compensar a necessidade de força de desagregação.

Desvantagens

  • Maior numero de componentes, pinos, buchas, barras e cilindros.
  • Maior consumo de graxa
  • Maior custo de manutenção
  • Menor força de desagregação

Estão surgindo novos projetos em breve. A tendência de oferecer versões de cinematismos híbridos começa a emergir. Estes projetos prometem uma excelente força de desagregação e elevação paralela aceitável, com um design de cilindro único.

Redigido por - Paulo R. Tagliaferri

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