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Blog Operaction


A crise e o desemprego. Novos tempos.

18/01/2017
Enviado por Marcus Lacerda

Nosso país passa por um dos seus momentos mais delicados. Estamos mergulhados em uma profunda crise de confiança política e econômica. Uma das maiores da nossa história. 

Além de profunda, é uma crise longa. E isto agrava ainda mais o panorama para um futuro próximo.

O segmento de construções foi um dos mais atingidos pelos recentes acontecimentos, principalmente pela operação Lava Jato. Este segmento é fundamental para a nosssa sociedade gerando milhares de empregos e desenvolvendo nossa infraestrutura. 

O Brasil hoje está nas mãos do STF (Supremo Tribunal Federal). Sem uma definição rápida da operação Lava Jato não conseguiremos retomar a confiança necessária para a recuperação da nossa economia. Novos investimentos não serão feitos e o desemprego continuará alto. O Brasil precisa ser passado a limpo, e rápido. 

Todos os dias notícias e mais notícias nas páginas policiais são destinados aos nossos políticos e grandes empresas. Já estamos acostumados a escândalos envolvendo pessoas públicas (que deveriam ser exemplos de honestidade e respeito à administração pública), empresários, lobistas e nem nos importamos mais.

Neste tempo de incertezas, temos que nos preparar. A qualificação profissional é fundamental para aumentar a competitividade na busca de uma vaga de emprego. Vivemos uma nova era de controle de recursos nas operações que envolvem máquinas pesadas. A partir de agora não basta apenas produzir, é necessário reduzir (e muito) os custos operacionais. Somente um operador treinado pode alcançar este novo patamar de produtividade a baixo custo.

Na nossa página temos um estudo sobre consumo de combustível (http://www.operaction.com.br/desafio-consumo-de-combustivel) que mostra o tamanho do ganho que apenas a economia deste insumo pode gerar. 

É hora de reunir todas as forças para reconstruir nosso país. Operadores e empresários juntos para buscar novas soluções na geração de mais trabalho para todos. Nós da OPERACTION estamos juntos nesta caminhada e acreditamos que um futuro melhor virá em breve (se o STF deixar, é claro)!


Emplacamento de máquinas no Brasil: regulamentação de fachada

01/07/2015
Enviado por Marcus Lacerda

Emplacamento de máquinas no Brasil é um assunto antigo e até hoje sem respostas efetivas. Nosso país tem o péssimo hábito de escolher sempre o caminho mais curto sem o devido aprofundamento e estudos necessários para promover regulamentações que realmente tragam benefícios para todos.

A última iniciativa referente a este assunto está hoje no Senado em Brasília e em breve teremos uma lei que regulamentará os registros de máquinas pesadas e agrícolas dentre outras novidades para o segmento.

Na última semana foi aprovada na Câmara dos Deputados em Brasília a Medida Provisória 673 que regulamenta o emplacamento (ou o não emplacamento) de máquinas no Brasil. Esta MP (Medida Provisória) foi criada para encerrar de vez com a necessidade de emplacamento de máquinas agrícolas, uma vez que os agricultores, representados pela bancada ruralista, alegam que o emplacamento geraria mais custos aos seus produtos finais.

Esta MP tem como objetivo principal a regulamentação de futuros registros mas é voltada, basicamente, para o trânsito de máquinas em rodovias públicas. Isto significa que a regulamentação da atividade fim, que observa os equipamentos nos canteiros de obras, pátios de movimentação de carga e outras atividades não serão contemplados neste momento. Pior, continuaremos sem a principal regulamentação que tanto necessitamos: os direitos e obrigações dos operadores de máquinas que continuarão timidamente regidos pelas NR´s.

 

 

Depois de passar pela Câmara na última semana (23/06/2015) a MP 673 seguiu para o Senado para apreciação, possíveis alterações de texto e aprovação. E alterações no texto aconteceram especialmente para as máquinas de construção e pavimentação. No texto original da MP673 estava previsto o seguinte:

§ 4º Os aparelhos automotores destinados a puxar ou a arrastar maquinaria de qualquer natureza ou a executar trabalhos de construção ou de pavimentação são sujeitos, se transitarem em via pública, ao registro e ao licenciamento da repartição competente.

§ 4º-A. Os tratores e demais aparelhos automotores destinados a puxar ou a arrastar maquinaria agrícola ou a executar trabalhos agrícolas são sujeitos ao registro único em cadastro específico da repartição competente, dispensado o licenciamento e o emplacamento.

Em resumo, o texto dispensava as máquinas agrícolas de emplacamento porém afirmava esta obrigatoriedade para máquinas de construção ou pavimentação.

O novo texto, alterado no Senado, diz o seguinte:

§ 4º Os aparelhos automotores destinados a puxar ou a arrastar maquinaria de qualquer natureza ou a executar trabalhos de construção ou de pavimentação são sujeitos ao registro na repartição competente, se transitarem em via pública, dispensados o licenciamento e o emplacamento.

§ 4º-A. Os tratores e demais aparelhos automotores destinados a puxar ou a arrastar maquinaria agrícola ou a executar trabalhos agrícolas, desde que facultados a transitar em via pública, são sujeitos ao registro único, sem ônus, em cadastro específico do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, acessível aos componentes do Sistema Nacional de Trânsito.

Esta nova alteração afeta diretamente as máquinas de construção e pavimentação, pois desobriga em lei o emplacamento bem como o recolhimento de IPVA, seguro DPVAT e outras taxas aplicáveis.

Sem uma legislação específica e eficaz ainda conviveremos com um elevado número de acidentes de trânsito envolvendo máquinas pesadas, em especial as máquinas agrícolas presentes em maior número nas nossas rodovias. A falta de regulamentação implica em utilização do equipamento por pessoas não qualificadas e preparadas. Esta realidade impacta diretamente nos índices de acidentes. Um operador mal preparado ou sem qualificação se expõe com mais frequência a situações de perigo.

Outro problema relativo ao não emplacamento está no “registro na repartição competente”. Afinal, quais são as repartições competentes e quais são as exigências para se registrar uma máquina? Estas perguntas são apenas o início de uma série de indagações que virão em breve.

De acordo com a Deliberação 137 de 07 de junho de 2013 do CONTRAN que altera a Resolução 14/98 as máquinas de construção e pavimentação e máquinas agrícolas necessitam dos seguintes itens de segurança para registro:

Art. 1o Alterar o inciso VI do Art. 1o da Resolução CONTRAN no 14/98, que passa a vigorar com a seguinte redação:

“VI) nos tratores de rodas, de esteiras e mistos:

1) faróis dianteiros, de luz branca ou amarela;

2) lanternas de posição traseiras, de cor vermelha;

3) lanternas de freio, de cor vermelha;

4) lanterna de marcha à ré, de cor branca;

5) alerta sonoro de marcha à ré;

6) indicadores luminosos de mudança de direção, dianteiros e traseiros;

7) iluminação de placa traseira;

8) faixas retrorrefletivas;

9) pneus que ofereçam condições mínimas de segurança (exceto

os tratores de esteiras);

10) dispositivo destinado ao controle de ruído do motor;

11) espelhos retrovisores;

12) cinto de segurança para todos os ocupantes do veículo;

13) buzina;

14) velocímetro;

15) registrador instantâneo e inalterável de velocidade e tempo para veículos que desenvolvam velocidade acima de 60 km/h;

16) pisca alerta.”

Art. 3Faculta-se o trânsito, em via pública, aos veículos destinados a puxar ou arrastar maquinaria de qualquer natureza ou a executar trabalhos agrícolas e de construção, de pavimentação ou guindastes (máquinas de elevação) desde que possuam:

I - os itens de segurança previstos no Art. 1º desta Deliberação;

II - capacidade de atingir a velocidade mínima de 40Km/h, e;

III - dimensões máximas de 2,80m de largura, 4,40m de altura e 15,00 m de comprimento.

Art. 4Para fins de fiscalização os itens 7, 8, 9, 10, 11, 12, 13,14, 15 e 16 previstos no art. 1° serão exigidos em 360 dias após a publicação desta Deliberação (07/06/2013).

A MP673 derruba, pelo menos em parte, a resolução do CONTRAN 429 de 05 de dezembro de 2012 que delibera sobre a necessidade de emplacamento a partir de 1o de janeiro de 2013. Acontece que, por falta de estrutura técnica, alguns DETRANS não foram capazes de incluir no sistema RENAVAM os equipamentos agrícolas e de construção. Esta falha operacional fez com que as autoridades competentes não executassem uma fiscalização ostensiva levando assim a resolução 429 ao esquecimento.

Ainda esperamos pelo texto final do senado e a sanção da presidência da república. Mas uma coisa é certa: o emplacamento de máquinas no Brasil é coisa do passado. Ainda, de acordo com o texto, a exigência destes registros está prevista para 1º de janeiro de 2016 somente para máquinas novas. Bom, e o que fazer com o atual parque de máquinas? Pergunta sem resposta por enquanto.

Temos que ficar atentos agora com os processos de registros destes equipamentos bem como as exigências de qualificação para os operadores. Hoje, de acordo com a MP, há a necessidade de habilitação com carteiras C, D ou E para trânsito em vias públicas para os equipamentos de construção e pavimentação e carteira B para os tratores agrícolas. Mas ainda há muita água para passar debaixo desta ponte. Mudanças virão e estamos atentos a estas regulamentações.

O Brasil precisa dar o primeiro passo neste tema. Não podemos ficar mais a mercê de interesses localizados na condução das regulamentações necessárias. Quando comparamos o nosso atual estágio com os Estados Unidos, por exemplo, notamos que não fizemos absolutamente nada. Estamos parados no tempo.

Não concordamos com a cobrança de mais impostos e taxas para a regulamentação de máquinas no Brasil. Estes equipamentos são necessários para a manutenção e geração de serviços essenciais para a nossa sociedade. Defendemos uma regulamentação clara, simples e efetiva que possa trazer informações importantes sobre a nossa frota atual, índices reais e detalhados de acidentes e principalmente informações sobre os nossos operadores que, ao que nos parece, não estão sendo levados em conta neste momento.

Se continuarmos assim teremos sempre regulamentações de fachada que não servem para nada. Isto é muito pouco para um país que deseja ser grande um dia.


A importância do Certificado

15/05/2015
Enviado por Marcus Lacerda

O mercado de trabalho vem passando por profundas mudanças estruturais e a cada dia que se passa exige mais conhecimento específico e qualificação dos profissionais. Isto não é apenas uma tendência. É uma realidade.

A contratação de novos trabalhadores em diversas áreas está diretamente ligada com o seu conhecimento prévio, porém com uma diferença bem distinta de tempos atrás: não basta mais apenas saber ou ter experiência na carteira. É preciso estar certificado. 

Com a chegada de novas tecnologias nos equipamentos pesados as empresas agora necessitam de profissionais que compreendam todos os recursos que o equipamento possui. Para adquirir estes conhecimentos somente uma sala de aula com um instrutor qualificado poderá suprir esta necessidade. Estas tecnologias não são transmitidas como antigamente, ou seja, através do operador mais experiente. 

A necessidade do certificado porém não elimina a necessidade da experiência dos operadores antigos. Pelo contrário, um operador que já possui vários anos de campo tende a melhorar ainda mais a sua qualidade de operação quando passa por um curso formal e obtém novos conhecimentos. 

A exigência de um certificado não é apenas uma demanda das empresas. O Ministério do Trabalho, através das normas regulamentadoras NR11 e NR12 também exige que o operador para exercer sua profissão tenha um certificado de qualificação. Segundo estas normas o certificado tem validade de um ano a partir da sua data de emissão.

Novas tecnologias como gestão e análise de fluidos, monitoramento remoto e telemetria, gerenciamento eletrônico do motor e dos modos de trabalho e operação guiada por satélite são algumas das novidades que boa parte dos nossos operadores ainda não incorporou no seu currículo.

Mas a grande pergunta que a maioria dos operadores devem estar se fazendo agora é também difícil de responder. Aondo achar um curso que me prepare e me certifique com o perfil que o mercado exige? Infelizmente no Brasil ainda não temos muitas escolas preparadas para este novo desafio. Portanto não é fácil achar um curso que trate de temas tão específicos como os citados acima. 

Esta é a nossa realidade. Se não temos operadores certificados também não temos muitas opções de escolas preparadas. É importante que os fabricantes tenham a iniciativa de levar a suas novas tecnologias para o mercado. Estamos falando de investimentos em treinamentos que possam trazer conhecimentos reais ao trabalho dos operadores. O Brasil é muito grande. Será um grande desafio preparar de forma consistente e constante os nossos operadores. Nós da OPERACTION acreditamos que isto é possível. E estamos trabalhando para que esta nova realidade faça parte da rotina dos nossos operadores. 

Certifique-se. Busque novos desafios. Este é o caminho.


Placa de identificação

08/04/2015
Enviado por Marcus Lacerda

O número de série do equipamento. Na hora de comprar uma máquina ou uma peça, tenha sempre estas informações à mão. 

Quando adquirimos um equipamento pesado, encontramos uma plaqueta de identificação informando o nome do fabricante, numero do chassi, numero do motor e outros dados importantes.

Exemplo plaqueta de identificação:

Lembramos que o número de série de seu equipamento é único não importando o fabricante ou o modelo.

Cada fabricante adota uma maneira para identificar seus produtos. Composto por uma sequência de letras e números, este código registra o modelo, fabricante e o ano de fabricação da máquina.

Estes dados estão colocados numa plaqueta de alumínio, situado no chassi do lado esquerdo. Para efeitos de segurança existem também números de serie estampados em outros pontos no chassi.

Observe sempre se o número não foi alterado / raspado ou houve tentativa de rasura no mesmo, pois a máquina pode estar com alguma pendência financeira ou judicial e o pior: ser roubada.

Não existe obrigatoriedade de documento estadual ou federal para  a aquisição da máquina. A nota fiscal segue sendo o único documento que assegura a sua propriedade.


Brincando de Video Game

31/03/2015
Enviado por Marcus Lacerda

Será que o treinamento de operadores de máquinas pesadas em simuladores pode eliminar o treinamento convencional em salas de aula e prática de campo no próprio equipamento? É o que iremos analisar nesse post.

A utilização do treinamento em sala de aula e em campo na presença do equipamento sempre foi um desafio. Esta estrutura sempre foi muito cara para os padrões brasileiros, afinal, o custo hora de uma máquina pesada é muito elevado.

A demanda por treinamentos de operadores vem crescendo de forma acentuada a uma taxa anual de 15,5% no período de 2008 a 2014. Impulsionada pelo valor médio do salário ofertado a estes profissionais, o maior acesso ao crédito e o grande volume de máquinas vendidas neste período, a profissão de operador de máquinas está em evidência e hoje é vista como uma excelente ocupação no mercado de trabalho.

O problema é que para se formar este tipo de profissional é necessário investimento em treinamento. Trata-se de uma ocupação com perfil técnico. Em um passado recente, um operador era formado pela experiência de outro operador. Eram ensinamentos como “de pai para filho”. Baixa informação técnica e alto foco na prática. E este é o quadro que temos hoje. Operadores formados no campo sem qualificação teórica adequada.

A maioria de nossos operadores não possui escolaridade de ensino médio completa, gerando uma distorção relevante. Para piorar a situação não existe no Brasil, por parte do governo, uma regulamentação de habilitação de máquinas pesadas. Acreditem muitos operadores destes enormes equipamentos não possuem qualquer tipo de habilitação, operam de qualquer maneira, sem treinamento de pessoal técnico qualificado e ou homologado pelas autoridades, e o que acontece? Vários acidentes por todo o país sejam no campo, na cidade ou nas rodovias (Lembrando apenas que não existem estatísticas oficiais sobre este tema), além da baixa produtividade e do elevado custo operacional.

Há alguns anos, com a evolução nos programas de computação surgiram vários games relacionados primeiramente com tratores agrícolas (Sin Farm) e depois jogos com máquinas pesadas, principalmente escavadeiras hidráulicas e pás carregadeiras. O progresso foi grande e hoje existem dezenas de jogos e simuladores disponíveis gratuitamente na internet, a qualidade varia conforme a plataforma, nível de programação e detalhamento 3D. A carência de cursos especializados no mercado aliada às recentes normas regulamentadoras impostas pelo governo levaram a alguns fabricantes a importarem simuladores existentes como solução definitiva. Mas a realidade não é bem assim.

Como funcionam os simuladores.

Simuladores populares (games) são jogos adaptados para o treinamento. Podem ser feitos em grupo ou individualmente. Junto com um computador de alto desempenho, são fornecidos uma ou varias telas, um volante (depende do equipamento treinado), dois manipuladores e em alguns casos pedais de controle. Os exercícios são básicos, virar a esquerda, virar a direita, levantar os implementos, simular locomoções, manobras, carregamento. Geralmente um instrutor acompanha uma turma de aproximadamente 10 alunos.

A realidade virtual deixa a desejar. O aluno acaba frustrado, pois se sente em sala de aula e como o joguinho termina rapidamente são necessárias varias repetições do mesmo exercício. É útil apenas para operadores principiantes no entendimento dos movimentos básicos.

Simuladores mais sofisticados (de elevado custo de aquisição) são softwares com maior nível de detalhamento do equipamento e ambiente de trabalho. O treinamento é individual em cabines com ou sem ar condicionado. Junto com um computador de alto desempenho, são fornecidos em uma ou várias telas, plataforma oscilantes (force feedback), um volante, dois manipuladores e em alguns casos um pedais de controle. A realidade virtual é melhor, mas varia de acordo com o fabricante do  simulador. Os exercícios e operações são mais sofisticados e obedecem a critérios didáticos / pedagógicos. Contém operações como embarque de equipamentos, carregamento e transporte de rochas e pedras em terrenos instáveis, deslocamentos em geral, escavações, dentre outros. Estes procedimentos são pontuados pelo programa que obriga o operador a repetir quantas vezes for necessário. Um instrutor técnico acompanha cada aluno, o que faz com que o custo final também fique em patamares elevados, pois a dedicação de um instrutor em tempo integral também gera altos custos.

A realidade virtual ainda deixa a desejar. Os painéis de instrumentos são genéricos com poucos recursos presentes no equipamento real. O aluno acaba frustrado, pois falta a física real dos movimentos nas operações. Não há ajustes e informações detalhadas como peso e densidade e variação dos materiais, estabilidade operacional e deformação em caso de choques, configurações avançadas do equipamento. Constatamos que estes recursos ainda não esta presentes nas versões mais atuais disponíveis no mercado. Tagliaferri, instrutor da Operaction, resume um bom simulador: “o simulador é bom quando o operador sente medo de manuseá-lo”.

Ressaltamos que em futuro breve novas versões de simuladores serão incorporadas ao mercado e em breve os mesmos serão iguais aos simuladores da fórmula 1 e aeronáuticos, com grande proximidade da realidade. Mas é importante lembrar que, até nos simuladores mais sofisticados, como os aeronáuticos, as horas destinadas ao simulador não são computadas como horas de voo. Ou seja, um piloto de avião, para adquirir experiência, deve pilotar o avião real. O simulador é um complemento para a sua formação técnica.

Os fornecedores destes simuladores, no afã de vendê-los, alardeiam economia de combustível, aprendizado mais rápido, redução de risco de acidentes e principalmente redução do custo do treinamento. Mas o mais importante sempre é omitido: a necessidade da interação e contato com o equipamento real, fundamentais para uma correta formação técnica e prática.

Um curso de máquinas pesadas baseado unicamente em simuladores não preenche todos os requisitos necessários aos nossos operadores. O cheiro do diesel, a poeira, o som do motor, o tato nas alavancas de comando ainda são essenciais para o aprendizado. Sem isto, não há operador. Apenas um jogador de vídeo game.

Aqui no OPERACTION utilizamos o método clássico: sala de aula + treinamento de campo. Consideramos que os atuais simuladore ainda não oferecem uma gama de conteúdo capaz de substituir o equipamento. Mas estamos atentos a todos os movimentos tecnológicos e, em um futuro próximo, certamente estaremos presentes com este recurso. 

Veja os melhores simuladores do mercado:

Caterpillar

 

Volvo (Orix)

 

 John Deere


Máquinas pesadas e seus pontos cegos

30/03/2015
Enviado por Marcus Lacerda

Ponto cego, você já ouviu falar nele ou parou para pensar?

Ponto cego é uma obstrução parcial ou total no campo de visão de um operador de máquinas pesadas. Que tanto pode estar operando uma motoniveladora, dirigindo um carro ou  estar andando tranquilamente na cozinha de sua casa e simplesmente bater a cabeça no armário.

O braço, uma das principais partes de uma escavadeira, encontra-se na frente da maquina. Na maior parte dos casos é o principal vilão da história, pois esta é uma das partes que mais criam pontos cegos neste equipamento.

Na parte de trás encontramos o contrapeso que praticamente tampa a sua visão traseira.

Imagine-se sentado no banco do operador com estes conjuntos obstruindo parcialmente sua visão. Dependendo da posição do equipamento, uma pessoa some completamente do campo de visão do operador. Imagine esta ocorrência aliada a um companheiro de trabalho dormindo na parte de trás do equipamento. É acidente na certa você não acha?

Nos equipamentos existem pontos cegos fixos e variáveis. A cabine do operador, gera um ponto cego fixo, pois a cabine não se movimenta. Os principais pontos a serem considerados, são as colunas frontais, laterais e traseiras do compartimento do operador, teto, painel frontal, portas, vidros, espelhos retrovisores, faróis, etc.

Os pontos cegos variáveis, são os braços e seus agregados (Caçamba, porta garfos, pistões, mangueiras, correntes, acessórios etc), que se movimentam para frente e para trás, para cima e para baixo sempre mudando o campo de visão do operador. Quanto mais completa for a maquina, menor será o campo de visão do ao operador.

Nos acidentes onde o ponto cego é o principal vilão, a culpa por várias vezes acaba caindo sobre o operador, que veio a atropelar um pedestre ou até então, derrubou um poste, ou veio a bater a caçamba na carroceria de um caminhão.

A pergunta que quase ninguém faz é: esta pessoa deveria estar aqui, no raio de giro da maquina?

Tudo isso são pontos críticos que muitas vezes só percebemos quando um acidente acontece. Cada empresa tem seus pontos a serem revistos, analisados e melhorados. Hoje nas grandes obras, é quase que inevitável a interação de pedestres com o movimento dos equipamentos, sendo assim, seguem algumas dicas para evitar um possível acidente por atropelamento ocasionado por um ponto cego ou pela falta de observância e cuidados com o mesmo.

1- Veja e seja visto. Esta é uma sequência de melhorias que ajudam e muito na identificação de pessoas e veículos. Falando sobre veículos industriais, existem vários acessórios e procedimentos que indicam para o pedestre, a presença de um equipamento pesado à sua volta. São eles:

Exemplo de Acessórios:

  • Instalar na maquina, luz intermitente de localização (também chamada de piscaflex ou giroflex)
  • Instalar nas máquinas o alarme de marcha ré • Instalar luz de ré complementar de alto brilho. (No exterior, este acessório de luz auxiliar de segurança é chamado de Blue Spot)
  • Instalar faixas refletivas em volta dos equipamentos
  • Certificar-se do funcionamento da buzina ( no check list)
  • Sempre buzinar antes de ligar o equipamento.
  • Transitar com as máquinas sempre com os faróis acesos. ( dia e noite)
  • Respeitar os limites de velocidade estipulados pela sua empresa.

Em ambientes escuros ou que devido ao processo ofereçam má iluminação, use coletes refletivos, estes ajudarão na sua identificação.

De acordo com a Operaction, outra medida que aumenta a segurança é o treinamento. Conforme informações divulgadas pelo centro, após a realização de um curso de prevenção de acidentes para operadores de motoniveladoras de uma empreiteira, que incluiu a análise das áreas cegas, foi verificada uma redução de 50% dos sinistros.

Uma solução tecnológica  muito simples já está sendo adotada em algumas máquinas mais novas promete acabar para sempre com esse incômodo.

O equipamento nada mais é do que um sistema que monitora os pontos cegos do veículo, avisando o motorista, por meio de uma pequena câmera, se há ou não algum veículo ou objeto no raio de visão não contemplado pela sua visão.

Uma curiosidade. Você sabe qual é o índice de visibilidade de sua maquina? Abaixo o gráfico mostrando os pontos cegos de uma motoniveladora.

 


Seleção de caçambas

11/03/2015
Enviado por Marcus Lacerda

 

Como regra geral, caçambas largas são utilizadas para escavar solos macios e caçambas estreitas são usadas em materiais mais duros. Em solos rochosos, duros, o raio de ponta também tem ser levado em conta quando da seleção de caçambas. As caçambas de raio curto fornece uma força maior de penetração do que as de raio longo, que geralmente são usadas para carregamentos. Uma regra básica ao selecionar uma caçamba para material duro é escolher um modelo estreito com o menor raio.

 

 

 

Outros fatores, como perfil do fundo da vala, de largura, tamanho facas laterais, ou curvatura traseira também podem influenciar na seleção de caçambas para uma escavadeira.

 


Cuidando de seu operador de maquinas pesadas, dicas importantes.

05/03/2015
Enviado por Marcus Lacerda

A imagem da empresa muitas vezes é representada pelos seus colaboradores diretos e até mesmo indiretos.Quando um operador mal educado entra na obra de uma construtora para executar serviços, ele é a própria empresa. Se ocorrer um acidente, a sociedade enxerga que o acidente foi com a máquina da construtora “tal”. A construtora que subcontrata um operador é corresponsável pelos atos de seus subordinados, respondendo perante a lei.

O operador é o maior responsável por causar a boa ou a má impressão da empresa que ele representa. Precisamos atentar-nos que ele é um ponto de atenção. Pouco adianta um SAC absolutamente competente e rápido, um comercial que entenda e atenda as necessidades do cliente, quando a pessoa que está na frente de trabalho no campo põe tudo a perder.

A seguir, algumas boas práticas, para desenvolver e cuidar dos operadores, principais representantes da empresa nas frentes de trabalho. Lembre-se, a prática leva à perfeição.

1- Recrutamento, seleção e contratação.

O recrutamento de operadores deve incluir, além das tradicionais pesquisas junto aos órgãos de proteção de crédito e seguradoras, o prontuário da CNH, que inclui pontuação e acidentes. A pesquisa deve também incluir sua experiência em empregos anteriores.

Escolhidos os profissionais para contratação, estes só devem operar após receberem todos os treinamentos necessários, e a certeza de amplo entendimento das regras da empresa. Eles devem receber copias dos manuais de operação e manutenção e assinar uma lauda dos procedimentos para formalizar os ensinamentos.

As cópias devem ser arquivadas junto aos registros de cada operador.

2- Procedimentos de segurança e apresentação

Procedimentos de segurança versam sobre a operação das máquinas pesadas com ênfase na direção defensiva. Eles devem ser claros e disponíveis em forma de manual, que por sua vez deve ser esmiuçado no treinamento inicial de todos os operadores e deve estar disponível e com fácil acesso, de preferência dentro de cada equipamento.

A reciclagem do treinamento deve ser obrigatória, com prazo de um ano e deve abranger todos os operadores. Os exames de saúde idem.

Os operadores receberão noções de higiene e devem ser encorajados a manter uma aparência sadia, com uniformes limpos, barba feita, cabelos e unhas cortadas.

O uso de crachá válido e EPI´s são obrigatórios.

3- Orientação e treinamento

Nenhum operador deve começar a utilizar qualquer equipamento até a conclusão da orientação e da “certificação”. A orientação deve incluir a formação de condução defensiva, normas de segurança, políticas e práticas da empresa, horário de trabalho, e inspeção / lubrificação diárias.

Um teste real de operação, acompanhado de um profissional qualificado, ajudará a determinar os pontos que devem ser enfatizados no desenvolvimento profissional.

A empresa também deve manter reuniões regulares, focando temas como, qualidade, segurança, direção defensiva, condução econômica e outras que achar interessante, inclusive de cunho pessoal como questões de saúde e família.

Todos os treinamentos deverão ser registrados e cada participante deverá receber certificado, cuja cópia devera ser anexada junto aos registros de cada participante.

4- Retenção de operadores e reconhecimento

Ótimo, você conseguiu atrair e desenvolver os operadores. Seus profissionais são os melhores qualificados do mercado, seus clientes não se cansam de elogiar, mas, e agora, como mantê-los?

Da mesma forma que as más condutas devem ser corrigidas, as boas devem ser recompensadas. Salário é importante, porém, não é a única forma de reter os operadores.

Um programa de recompensas baseado em metas tangíveis, que podem incluir manutenção das máquinas, limpeza, médias de consumo, regularidade e obediência aos horários, aparência pessoal e trato com os clientes, por exemplo, pode recompensar em valores ou prêmios, incluindo a destinação das melhores máquinas aos melhores operadores, isso dá status a eles.

Um bom plano de carreira também é um atrativo para reter os profissionais. Operadores podem mudar de nível de conhecimento e ter mais destaque em trabalhos mais elaborados. Isto aumenta sua renda e seu compromisso com a empresa.

Outra prática importante diz respeito à entrevista de desligamento, podendo assim entender e corrigir as causas que levam os operadores a deixarem a empresa.

5- Investigação e acompanhamento de acidentes

Todos os acidentes devem ser investigados e ter suas causas determinadas, assim como sua causa raiz. Se possível, os fatores de risco também deverão ser levantados, permitindo uma ampla análise, de forma a impedir eventos futuros através do tratamento e correção das causas básicas.

Os operadores envolvidos, dependendo da gravidade do acidente, devem ficar afastados de suas atividades até completa elucidação, podendo gerar desde um novo treinamento, até punições mais severas. Mas lembre-se de manter-se sempre dentro das leis trabalhistas. Punições desnecessárias ou fora de um contexto podem trazer muitas dores de cabeça.

Também deverá ser feita análise se houve violação às normas e procedimentos da empresa.

6- Regras de jornada de trabalho

As regras de jornada de trabalho deverão ser minuciosamente explicadas e deverá haver acompanhamento para evitar violação. A não observância das regras de jornada de trabalho poderá causar alguns destes acidentes, até passíveis de processos trabalhistas, portanto, merece atenção.

7- Práticas de manutenção

Os operadores deverão receber treinamento especializado com o objetivo de fazer as checagens rotineiras, serem capazes de identificar alguns problemas, bem como saber as causas das falhas e possíveis formas de correção.

Todo maquina deverá possuir os registros de manutenção apontando data do evento, descrição dos serviços, perímetro na data, peças utilizadas, previsão de revisão dos serviços tanto em data como em horas, valor gasto e quem foi o responsável.

Desta forma, é possível programar manutenções futuras e valores gastos ou futuros.

Lembre-se: suas maquinas são outdoors ambulantes, equipamentos limpos e bem mantidos passam impressão de seriedade.

8- Códigos de ética, conduta e medidas disciplinares.

Por fim, a empresa deve expor de forma clara quais são seus princípios e valores, qual é a sua missão e visão, seu código de ética, e quais são as medidas disciplinares.

Deve haver registros das ocorrências, principalmente no que se refere a acidentes, jornada de trabalho, tratamento de colegas de trabalho e clientes, uso não autorizado de equipamentos e atividades ilegais ou inseguras e também elogios.

Você deve analisar e procurar entender em quais destes pontos você tem lacunas, podendo assim, corrigi-los ou aperfeiçoá-los. A decisão de mudar necessita partir da direção da empresa, e deve de certa forma, contagiar a todos.

Qualidade e honestidade são virtudes que se notam, portanto, você não precisa dizer que possui, seu cliente vai notar.


O que nos espera em 2015

21/01/2015
Enviado por Marcus Lacerda

2015 começou e com ele uma grande parcela de desconfiança. Nossa economia vem demonstrando sinais de enfraquecimento desde o último ano. A ameaça da volta da inflação, crise na área energética, escândalos de corrupção são alguns temas que não nos permite olhar para frente e vislumbrar um futuro promissor. Pelo menos no futuro próximo.

O cenário de equipamentos será amplamente afetado pelo atual momento. A operação Lava Jato investiga as principais construtoras do nosso país, responsáveis pelas grandes obras de infraestrutura que tanto precisamos. Os primeiros impactos já são sentidos por muitos profissionais na área de construção, com demissões em massa em algumas destas empresas e máquinas sendo vendidas ou leiloadas em pequenos espaços de tempo. Para muitas empresas, fazer caixa e reduzir custos passou a ser a nova ordem. Questão de sobrevivência.

Todos estes movimentos indicam que a recessão chegará até a outra ponta da linha. Estou me referindo aos operadores de máquinas. O grande problema não está apenas na redução do ritmo das atuais obras. O medo toma conta, neste momento, dos novos empreendimentos. Nestes poucos meses após a copa do mundo ainda percebemos a necessidade de grandes obras de infraestrutura. Temos muitos projetos de melhoria em nossas rodovias, portos, aeroportos. Isto sem contar as obras de saneamento básico necessárias em várias partes do Brasil. Mas não vemos nenhum movimento para o início de novas frentes.

Para as empresas uma nova realidade nas negociações das obras públicas passará a vigorar. A cobrança será grande por parte da sociedade e dos órgãos de fiscalização (leia-se Polícia Federal, em particular). Isto significa preços mais enxutos, menores custos nas obras, menor desperdício de materias, combustível e energia. Além disto, a busca constante da máxima produtividade de pessoas e de máquinas.

Então é hora de trabalhar. Isto mesmo. É na crise que crescemos. Vamos aproveitar este tempo de entressafra na industria da construção e nos preparar melhor para o futuro. 

Ainda convivemos com uma discrepância absurda na formação profissional no nosso país. Não há como buscar qualquer tipo de competitividade produtiva sem qualificação. 

Há pouco mais de um ano iniciamos nossas atividades no segmento de formação técnica de operadores de máquinas pesadas. Fico assustado com o abismo de conhecimentos geral e técnico que ainda encontramos dentro das cabines de operação. E não é só dentro da cabine, fora também. Gestores sem preparação e sem conhecimentos específicos também contribuem para a baixa produtividade e elevados gastos nas obras e em todas as frentes de trabalho.

Paralelamente, o governo inicia, junto ao Ministério do Trabalho, uma fiscalização mais aguda nas atividades relacionadas à operação de equipamentos. Pautadas nas normas regulamentadoras, uma série de ações do ministério serão impostas aos proprietários de equipamentos. Isto impactará em multas e até restrições nos canteiros de obras ou pátios fechados.

Isto significa que não há mais espaço para profissionais sem qualificação no mercado. Não dá mais para dizer que os vários anos de experiência irão proporcionar um novo emprego. Não há como competir sem preparação, sem conhecimento.

A questão é, com medo ou não, precisamos andar para frente. A realidade muda com muita velocidade. Mais do que nunca precisamos nos preparar para enfrentar os difíceis desafios que já estão aí e os que ainda virão.

Nós estamos nos preparando. Prepare-se também.

 


Fresagem asfalto

30/10/2014
Enviado por Paulo Tagliaferri

DEFINIÇÃO

Fresagem a frio consiste no corte ou desbaste de uma ou mais camadas do pavimento asfáltico por meio de processo mecânico a frio. É realizada através de cortes por movimento rotativo contínuo, seguido de elevação do material fresado para caçamba do caminhão basculante.

A fresagem deve produzir uma superfície de textura aparentemente uniforme, sobre a qual o rolamento do tráfego seja suave.

A superfície deve ser isenta de saliências diferenciadas, sulcos contínuos e outras imperfeições de construção, quando o pavimento permitir.

A fresagem de pavimento tem como finalidade a remoção de pavimentos previamente à execução de novo revestimento asfáltico. É executada em áreas com ocorrência de remendos em mau estado, áreas adjacentes a panelas, rupturas plásticas e corrugações, áreas com grande concentração de trincas e outros defeitos.

A fresagem do pavimento aplica-se também na remoção revestimento betuminoso existente sobre o tabuleiro de obras de arte especiais, em áreas de intensa deteriorização, regularização de pavimento de encontros, e como melhoria de coeficiente de atrito nas pistas em locais de alto índice de derrapagem.

A fresagem do pavimento é também a etapa preliminar para a reciclagem de pavimentos asfálticos.

No processo a frio a fresagem é executada sem qualquer pré-aquecimento.

Os serviços descritos nesta especificação abrangem o corte, desbaste, carga, transporte e descarga dos resíduos resultantes da operação de fresagem.

EQUIPAMENTOS

Todos os equipamentos devem ser examinados antes do início da execução da obra e devem estar de acordo com esta especificação. Os equipamentos básicos necessários para execução dos serviços são:

 a)       Máquina fresadora com as seguintes características:

  -capacidade mecânica e dimensões que permitam a execução da fresagem de maneira uniforme, com dispositivos que permitam graduar corretamente a profundidade de corte;

 -possuir comando hidráulico que permita variações na espessura de fresagem, com uma largura mínima de 0,20 m até a largura de 3,80;

 -capacidade de nivelamento automático e precisão de corte que permitam o controle de conformação da inclinação transversal para satisfazer o projeto geométrico;

 -dispositivo que permita a remoção do material cortado simultaneamente à operação de fresagem, com a elevação do material removido na pista para a caçamba do caminhão basculante;

 -os dentes do tambor fresador devem ser cambiáveis e permitir que sejam extraídos e montados através de procedimentos simples e práticos, visando o controle de largura de corte.

 -dispositivo que permita a asperção de água para controlar a emissão de poeira emitida na operação de fresagem

 b)       Caminhões basculantes;

 c)       Vassouras mecânicas;

 d)       Compressores de ar;

 e)       Caminhão tanque de água;

 f)        Miinicarregadeiras;

 g)       Retroescadeira de pneus;

 h)       Materiais de consumo: bits, jogos de dentes.

 EXECUÇÃO

 A remoção do pavimento asfáltico deve ser executada através de fresagem mecânica a frio do pavimento, respeitando a espessura indicada no projeto e a área demarcada previamente.

Quando o material da fresagem for destinado a reciclagem, previamente à fresagem deve ser

retirado o excesso de sujeira e resíduos da superfície do pavimento, por meio de varrição

mecânica.

O material resultante da fresagem deve ser imediatamente elevado para carga no caminhão e

transportado para o local em que for reaproveitado ou para o bota-fora.

Os locais de estocagem devem ser previstos no projeto ou em locais obtidos pela construtora e devidamente aprovados pela fiscalização.

Na ocorrência de placas de material de revestimento devido à variação de espessura da camada de revestimento a ser removida, deve-se aumentar a profundidade da fresagem para eliminação desses resíduos.

Durante a fresagem deve ser mantida a operação de jateamento de água, para resfriamento dos dentes da fresadora e controlar a emissão de poeira.

Para limpeza da área fresada, devem ser utilizadas vassouras mecânicas que disponham de caixa para recebimento do material e jateamento de ar comprimido.

 CONTROLE

  Controle da Superfície Fresada

 A fresagem deve obedecer aos limites da área demarcada previamente.

A superfície fresada deverá apresentar textura uniforme, sendo que os sulcos resultantes não devem ultrapassar a 0,5 cm.

  Controle do Desempeno da Superfície Fresada

 O desempeno da superfície deve ser verificado visualmente, e é considerado satisfatório desde que não se observe caimentos para centro da pista.

  Controle da Espessura Fresada

 Deve-se medir a espessura da fresagem a cada passada, admitindo-se variações de mais ou menos

 0,3 cm em relação à profundidade indicada no projeto.

 CONTROLE AMBIENTAL

Os procedimentos de controle ambiental referem-se à proteção de corpos d’água, da vegetação lindeira e da segurança viária.

 Os seguintes procedimentos devem ser observados na execução da fresagem do pavimento:

    a ) Devem ser implantadas a sinalização de alerta e de segurança de acordo com as normas  pertinentes aos serviços;

     b) Deve ser proibido o tráfego desnecessário dos equipamentos fora do corpo da estrada para evitar danos desnecessários à vegetação e interferências na drenagem natural;

     c) Aas áreas destinadas ao estacionamento e manutenção dos veículos devem ser devidamente sinalizadas, e localizadas de forma que os resíduos de lubrificantes ou combustíveis não sejam carreados para os cursos d’água. As áreas devem ser recuperadas ao final das atividades;

    d) Todos os resíduos de lubrificantes ou combustíveis utilizados pelos equipamentos, seja na manutenção ou operação dos equipamentos, devem ser recolhidos em recepientes  adequados e dada a destinação apropriada;

    e) Caso o material fresado não venha a ser utilizado na execução de novos serviços e venha a ser estocado, deve-se nivelar o terreno do estoque, de modo permitir a drenagem conveniente da área e a retirada do material fresado quando necessário.

    f) E obrigatório o uso de EPI, equipamentos de proteção individual, pelos funcionários.

CRITÉRIOS DE MEDIÇÃO

 O serviço deve ser medido em metro cúbico de fresagem asfaltica.

 O volume é calculado multiplicando-se a extensão obtida a partir do estaqueamento pela largura da seção transversal e espessura de projeto dos locais efetivamente fresados.

 

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